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Grave doença

Glaucoma ainda é desconhecido pela população

Redação Bonde
16 ago 2011 às 19:10

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Identificar e acompanhar os pacientes com maior predisposição para desenvolver glaucoma, a fim de realizar um bom controle desde os primeiros impactos no nervo óptico, é essencial para garantir a qualidade de vida dos pacientes. Com este enfoque a diretora do departamento de glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Luciana Malta de Alencar, defendeu tese de doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O glaucoma leva a alterações o nervo óptico e pode causar cegueira irreversível. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que de cada 10 pessoas com glaucoma, uma fica cega sem saber que tinha a doença. Estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que haja, atualmente, pelo menos um milhão de brasileiros glaucomatosos, sendo que mais da metade (635 mil) sequer sabe que é portador do problema.

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Segundo a especialista, algumas pessoas apresentam maior predisposição para desenvolver estas alterações no nervo óptico, independente de seus hábitos, mas porque têm características de risco.


Perfil suspeito - Luciana Alencar comenta que o histórico familiar, a idade avançada, e a pressão intraocular, bem como resultados alterados em alguns exames são alguns dos fatores que agravam o perfil de risco para o desenvolvimento do glaucoma. "Esses fatores, o oftalmologista tem condições de detectar nas avaliações clínicas de rotina e fazer um acompanhamento individualizado e mais competente quando associados aos exames específicos que medem desde a espessura da retina ao tamanho do nervo óptico, pois essas são as áreas afetadas pelo glaucoma, é aí que é possível ver a alteração", explica. Este conjunto de cálculos, análises e ações aplicadas de forma individual, para avaliar o perfil de risco de cada paciente com suspeita de glaucoma embasaram a tese da médica do HOB.

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O acompanhamento dos pacientes com maior risco de desenvolver o glaucoma vai permitir que a doença seja detectada desde os primeiros sinais, e assim, o paciente poderá iniciar um tratamento efetivo e ter sua vida com autonomia e qualidade asseguradas, observa a médica.


Individual - Ter um risco aumentado para desenvolver o glaucoma não significa que inevitavelmente vai desenvolver a doença. Mas permite um acompanhamento mais atento, com visitas regulares ao oftalmologista para que o nervo óptico seja examinado e a pressão dos olhos seja medida, por exemplo. Na tese de doutorado, Luciana Alencar salienta a importância do acompanhamento, pois os resultados podem mudar de um ano para o outro paciente.

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Luciana defende a individualização tanto na avaliação do perfil de risco como na interpretação dos resultados de exames, e na decisão quanto ao tratamento. "É fundamental estudar a estrutura individual do nervo óptico em cada paciente com suspeita de glaucoma. Não há regras que sirvam indistintamente a todos em uma investigação", assinala.


Conforme a médica, a avaliação de risco para quem tem suspeita de glaucoma deve ser feita no mínimo durante o check up anual. Caso o indivíduo já tenha uma avaliação com resultado que exija maior atenção, o médico vai orientar a frequência com que os exames de acompanhamento deverão ser realizados.

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A oftalmologista sublinha que o glaucoma acontece por um conjunto de fatores, os quais se desenvolvem de forma progressiva, lenta e individual. "Não há, por exemplo, uma linha de corte definida sobre a pressão intraocular que determine a existência de glaucoma, como acontece em outras disfunções do organismo como o caso do diabetes", compara (com ATF Comunicação Empresarial).


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