Enquanto a indústria farmacêutica mundial enfrenta o fim da patente de medicamentos campeões de vendas, o setor de genéricos espera ganhos exponenciais com o término da restrição comercial a esses produtos. Nomes como o Viagra (sildenafil, para disfunção erétil), Lipitor (atorvastatina, para controle do colesterol) e Diovan (valsartana, contra hipertensão arterial) encabeçam a lista dos produtos mais rentáveis aos seus laboratórios com patentes que já expiraram - no caso do Viagra - ou que estão muito próximas disso.
No Brasil, somente o fim da patente desses três medicamentos deve representar um acréscimo de US$ 400 milhões nas vendas de genéricos. "Esperamos um aumento de 7% nas vendas e uma elevação de até 3 pontos porcentuais no nosso market share", estima Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, entidade que representa os laboratórios que concentram 90% das vendas do setor. Se forem consideradas as cerca de 25 substâncias que aguardam liberação de suas patentes, acrescenta Finotti, esse valor sobe para US$ 700 milhões nos próximos anos.
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Na lista que leva os medicamentos mais lucrativos aos laboratórios, no entanto, o Lipitor é imbatível. Suas vendas mundiais chegam a US$ 11,4 bilhões, o que o torna o remédio que mais fatura em vendas em todo o mundo, conforme dados do instituto IMS Health.