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Estudo

Fumar na adolescência pode gerar depressão na vida adulta

BBC Brasil
31 dez 1969 às 21:33

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Reprodução
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Fumar na adolescência pode levar à depressão na vida adulta, sugere um estudo americano publicado na edição desta semana da revista científica Neuropsychopharmacology. Os pesquisadores da Universidade Florida State injetaram ratos adolescentes por 15 dias com doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal.

Depois desse período, os cientistas submeteram os ratos a diversos experimentos para testar as reações dos animais a situações estressantes, assim como a resposta à oferta de recompensas.

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Os resultados indicam que os ratos que receberam nicotina passaram a apresentar sintomas associados à depressão, como ansiedade, repetição dos hábitos de limpeza e uma diminuição no consumo de recompensas como doces.


Além disso, os animais ainda demonstraram imobilidade em situações estressantes. "O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na vida adolescente pode ter conseqüências neurobiológicas a longo-prazo", disse Carlos Bolanos, que coordenou o estudo.

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Segundo os pesquisadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos.


Vida adulta

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Para testar o efeito da exposição a nicotina na vida adulta, os pesquisadores injetaram a mesma quantidade da substância em um grupo de roedores adultos.


Depois de realizar os mesmos testes, os pesquisadores não observaram sintomas de depressão nos ratos adultos. Segundo Bolanos, ainda não se sabe ao certo como a nicotina trabalha no cérebro e no sistema nervoso para induzir esses resultados.


No entanto, ele afirma que a exposição tem efeitos tóxicos em diversas regiões do cérebro e do sistema neurotransmissor em períodos distintos do crescimento. Os cientistas esperam poder realizar outros estudos sobre como esse processo pode ocorrer no sistema nervoso.

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"A mensagem aos adolescentes é para que não fumem e nem experimentem", disse Bolanos. "Se fumarem, eles precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", afirmou o pesquisador.


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