Conforme a Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) apontou em 2014, cerca de 5% da população mundial acima de 15 anos tem algum vício em drogas ilícitas, o que corresponde a aproximadamente duzentos milhões de pessoas. Desde 1970, psicólogos afirmam que a forma como o indivíduo interage com as pessoas próximas pode ser o fator chave no combate e prevenção aos vícios – os hábitos repetitivos que podem gerar tanto problemas sociais quanto prejuízos sérios à saúde.
A informação se baseia em estudo da época, o Rat Park, desenvolvido em Vancouver, no qual um professor da Simon Fraser University colocou em uma gaiola um rato e dois tipos de água: mineral e com químicos viciantes. Em outra gaiola, foram colocados vários ratos com aparelhos para eles brincarem, além dos mesmos dois tipos de água. Em poucos dias, o rato da primeira gaiola estava viciado na água modificada. Já na segunda gaiola, os ratos, embora tivessem provado a água alterada, quase nunca a tomavam, preferiam água mineral. Ou seja, o rato que estava sozinho não criava relacionamentos com nenhum outro rato e não tinha algo para se divertir, portanto se viciou na única coisa que podia.
Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg – empresa especialista em desenvolvimento de líderes e profissionais da linha de frente, assessment e coaching – afirma que seres humanos são semelhantes: "Quando alguém possui visão de futuro e relacionamentos fortes e duradouros, provavelmente não verá motivos para ter um vício, pois as pessoas ao seu redor e sua missão de vida são mais importantes".
Ainda de acordo com o CEO, a falta de um sentimento de pertencimento é prejudicial. "Ter um bom relacionamento faz a pessoa se sentir parte de algo maior. Se tenho colegas para me motivar nas adversidades, então não precisarei buscar consolo em hábitos não saudáveis. Ou seja, convívio, amizades e um propósito de vida são fundamentais para combater e prevenir a não dependência de algo para viver plenamente."