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Saúde ocular

Doença que pode levar ao transplante de córnea precisa ser tratada precocemente

Redação Bonde
22 jun 2015 às 15:57

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Reprodução
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Coçar muito os olhos, pré-disposição genética ou ter parentes com ceracotone são fatores de risco para a doença que afeta a córnea e altera sua forma esférica para uma que lembra um cone pontiagudo. "O ceratocone é uma distrofia ectásica, ou seja, é quando nossa córnea passa a ter um formato irregular e fica mais fina", explica a oftalmologista da Clínica Canto, Ana Paula Canto.

De acordo com ela, a doença normalmente inicia em jovens entre os 13 e 18 anos, tende a se estabilizar aos 35 e normalmente ocorre nos dois olhos, de maneira assimétrica. "Normalmente, o estágio da doença é mais avançado em um dos olhos", ressalta.

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O ceratocone causa um distúrbio na visão, fazendo com que ela fique mais embaçada e fora de foco. "Ainda é possível notar, em alguns casos, pacientes que tiveram um aumento nos graus de astigmatismo e miopia. Mas, alguns deles só vêm até o consultório quando percebem que os óculos não estão mais resolvendo", conta a oftalmologista.


De acordo com ela, a doença é progressiva e é preciso tratá-la para não avançar mais ainda. "O ceratocone não tem cura. O que devemos fazer é cuidar para que não evolua a ponto de ser necessário um transplante de córnea", afirma.

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Tratamento


Para o Dr. Geraldo Canto, também oftalmologista da Clínica Canto, o uso de óculos em casos iniciais é suficiente para a melhora da visão. Mas, em situações mais avançadas, o especialista pode indicar a lente de contato rígida ou anéis intraestromais. "Temos diversas opções de lentes de contato no mercado e elas costumam funcionar muito bem. Já os anéis intraestromais são colocados no meio da córnea e ajudam a empurar o bico para baixo, ajudando a regularizar o ceratocone e a melhorar a visão quando os óculos e as lentes não resolverem", explica.

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O único procedimento utilizado para diminuir a chance de progressão do ceratocone é o Crosslink. "O método consiste na aplicação de um medicamento associado a raios ultravioletas em frequência específica, que colabora para que as células de colágeno (fibras da córnea) se aproximem e fiquem mais fortes, diminuindo as chances de progressão da doença", esclarece o Dr. Geraldo Canto.


Segundo o oftalmologista, em casos extremos da doença, o paciente será submetido ao transplante de córnea. "Quando nenhum outro procedimento conseguir ajudar na melhora da visão do paciente, pode ser indicado a realização do transplante", orienta.

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