No Dia 6 de junho será comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. A triagem neonatal, conhecida também como "Teste do Pezinho", tem como objetivo detectar doenças que influenciam no desenvolvimento e crescimento do bebê.
"A coleta de sangue é realizada nas primeiras 48 horas de vida do bebê, utilizando quatro gotas de sangue retiradas do calcanhar", explica a enfermeira do Hospital Nossa Senhora das Graças, Angélica Socorro Alves.
Entre as doenças que podem ser detectadas com o teste estão: a fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, além da hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. "Estas são doenças congênitas, de herança genética, que, se diagnosticadas e tratadas precocemente, contribuem para o desenvolvimento normal do bebê", ressalta Angélica.
Gratuito em todos os hospitais e maternidades para as crianças nascidas em suas dependências, o exame detecta precocemente e previne várias anomalias permitindo que o tratamento adequado seja prontamente instituído. "Evitando assim o sofrimento e danos cerebrais irreversíveis à criança", destaca a enfermeira.
Ao ser detectado alguma alteração no teste, os pais serão orientados pelo pediatra sobre os exames que a criança deve fazer. "O exame é repetido na unidade de saúde para confirmação do diagnóstico. Para algumas doenças, o tratamento é conduzido pelo SUS e a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE) fornece orientações e apoio as famílias", afirma Angélica.
O Teste do Pezinho exige repetição para esclarecer o primeiro resultado, quando suspeito de normalidade ou quando o teste é realizado antes de 48 horas de vida. "Um resultado normal, mesmo no teste ampliado, não afasta a possibilidade de outras doenças neurológicas genéticas ou adquiridas. O teste não diagnostica, por exemplo, a síndrome de Down", destaca a enfermeira.
O procedimento
Com uma leve picadinha no calcanhar, gotinhas de sangue são recolhidas para análise. "O calcanhar é a parte do corpo com muitas ramificações de vasos sanguíneos que permite uma maior agilidade", explica a enfermeira. A coleta é realizada por meio de uma punção com lanceta estéril e descartável. "Não é recomendável o uso de agulha comum, mesmo descartável, ou coleta em seringa", enfatiza Angélica.