Corpo & Mente

Cuidados no uso do calmante tarja preta no controle da ansiedade

07 nov 2016 às 14:54

O número de pacientes nos consultórios psiquiátricos e psicológicos aumentou consideravelmente nos últimos tempos.

A maioria busca, nesses profissionais, uma solução ou tratamento para transtornos cada vez mais recorrentes, como a ansiedade, a depressão e a esquizofrenia.


No que diz respeito à ansiedade, o Brasil é campeão no número - que não para de aumentar - de acometidos por esse mal, que pode trazer prejuízos severos ao cotidiano do indivíduo.


O mais conhecido por todos para tratar os sintomas desses problemas é o remédio tarja preta, que tem esse nome em referência à tarja presente em sua embalagem, que indica que esse medicamento só poderá ser vendido com recomendação e receita médica específicas.


Mas será esse tipo de remédio a melhor forma de enfrentar esses desequilíbrios mentais e emocionais?


Antes, vale classificar os níveis de ansiedade que os pacientes apresentam. Existe o nível normal, o disfuncional e o da doença.


Quando o problema é disfuncional, o indivíduo tem o seu dia-a-dia afetado pelo problema, alterando sua vida em todos os aspectos. Já o funcional tem o transtorno de ansiedade, mas consegue fazer com que o indivíduo leve uma vida normal através do tratamento e acompanhamento médico.


Assim sendo, a principal responsabilidade pelo desenvolvimento da doença é o acúmulo e excesso da quantidade de tarefas, entre outros fatores.


Logo, o calmante tarja preta parece uma excelente opção para aliviar os sintomas do ansioso. Até pode ser, mas desde que ingerido com responsabilidade e sob supervisão médica. Seu uso pode causar dependência e danos à cognição - capacidade de percepção, aprendizado e memória.


Além disso, pacientes que utilizaram o tarja preta a longo prazo experimentaram a temida abstinência, o que faz com que o dependente evite livrar-se do hábito de ingerir esse medicamento.


Esse tipo de tarja preta não trata a doença em si, mas sim, só os incômodos que ela proporciona e a um prazo razoavelmente curto. O tratamento é feito com medicamento mais específicos e direcionados ao problema em particular, acompanhado, se necessário, de sessões de psicoterapia.


Nesse sentido, uma conversa franca e humanizada com um profissional especializado é sempre a melhor saída, já que todos esses problemas têm tratamento e podem fazer com que o indivíduo leve uma vida normal.

(Com informações de G1)


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