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Como tratar o refluxo?

Redação Bonde
22 nov 2011 às 16:05

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Todos nós já sentimos aquela sensação de queimação, azia ou gosto amargo. Esses sintomas são conhecidos como refluxo, que nada mais é do que a passagem do ácido do estômago para o esôfago. Muito comum entre as pessoas, devido à própria anatomia do corpo humano, ele pode também se manifestar de outras maneiras, como uma tose seca, cuja causa é difícil detectar, um incômodo pigarro na garganta e até asma em adultos. No entanto, tais sintomas são considerados atípicos.

São várias as causas que podem levar ao refluxo. Uma delas é por problema na pressão na válvula localizada entre o esôfago (na região do tórax) e o estômago (na região do abdômen). Esta válvula tem como função abrir para a passagem do alimento e fechar em seguida. Em algumas pessoas, a pressão desta válvula é baixa, o que gera mais refluxo. Em outros casos, pode haver relaxamentos transitórios ao longo do dia, o que significa dizer que, do nada, a válvula abre.

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Há também outra situação para que ele ocorra, conforme explica a Dra. Andréa Vieira, chefe da clínica de Gastroenterologia do Departamento de Medicina da Santa Casa de São Paulo. "É o refluxo fisiológico, quando o estômago não consegue conter toda a acidez produzida. "Todos nós temos um pouco e é comum em bebês de até um ano de idade devido à própria formação. O agravamento é o refluxo patológico", ressalta.


Assim como a obesidade pode resultar em diversas doenças, ela também pode levar ao refluxo patológico. "Quando uma pessoa ganha peso, aumenta a câmara gástrica e, consequentemente, a pressão no estômago que, naturalmente, já é maior do que a do esôfago. Ou seja, quando a pessoa engorda, o estômago é dilatado e a pressão se amplia ainda mais", diz, acrescentando que outro fator que pode levar ao refluxo é a hérnia de hiato, que é o deslocamento da transição entre o esôfago e o estômago, alterando todas as defesas anatômicas.

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Prevenção e tratamento


Vários fatores podem causar o refluxo e, deste modo, controlar a obesidade, evitar longas horas em jejum e comer demasiadamente em uma única refeição, é um bom começo para prevenir. O indicado é alimentar-se várias vezes ao dia, respeitando o café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.

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Há três tipos de tratamentos para o refluxo: o clínico, endoscópico ou cirúrgico. No primeiro caso, medicamentos são usados para diminuir a produção de ácidos no estômago. No segundo, o que há de mais moderno em termos de avaliação é a impedanciopHmetria, conforme explica a Dra. Andréa. "É um exame no qual se utiliza uma sonda muito fina, introduzida no nariz do paciente e que chega ao esôfago. Ela tem um eletrodo que mede tanto o refluxo ácido, como também o que não é ácido, que pode ser causado pela bílis (um fluído produzido pelo fígado). Outro exame é a pHmetria, que só avalia o refluxo ácido", cita.


Em ambos os casos, o exame tem duração de 24 horas, para que sejam monitoradas ações e sensações do paciente. "Nos momentos em que se alimenta, ao deitar ou quando sente dor, o paciente aperta um aparelho. No dia seguinte, todas essas informações são transferidas para o computador do médico, que faz a leitura e avalia o quadro clínico", especifica.

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No quesito tratamento, ele está baseado no uso de medicamentos que bloqueiam a acidez. No entanto, destaca a especialista, um fator muito importante é o comportamental. "Principalmente nos casos de obesidade, buscar emagrecer. Além disso, há casos em que os pacientes somente respondem aos tratamentos quando medicados. Quando a medicação é suspensa, voltam os sintomas, o que os tornam candidatos à cirurgia."


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Segundo a Dra. Andréa Vieira, durante o último Congresso de Gastroenterologia, nos Estados Unidos, em maio deste ano, foi dito que muitas pessoas têm muita sensibilidade visceral, de forma que o ácido que passa pelo esôfago é muito mais sentido. "Hoje, discute-se quais tipos de medicamentos podem diminuir essa sensibilidade, como, por exemplo, os antidepressivos. Mas é preciso muito estudo, pois tudo isso é muito novo", revela, dizendo que refluxo é uma doença muito frequente, complexa e não tão simples como as pessoas julgam (com saudeempautaonline).


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