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Malefícios

Cigarro prejudica a cicatrização e pode causar problemas

Redação Bonde
11 jul 2012 às 08:29

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Não é por implicância que os médicos pedem aos pacientes que se abstenham do cigarro antes de operá-los. Existem motivos sérios para tal jejum, pois a nicotina exerce um efeito nocivo o suficiente para reduzir a vascularização da pele e comprometer muito o processo de cicatrização.

"A nicotina reduz o diâmetro dos pequenos vasos e dificulta a distribuição de oxigênio e nutrientes às células por meio da corrente sanguínea. Com isso, a pele perde vitalidade e envelhece precocemente", afirma Luis Henrique Ishida, diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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O cirurgião explica que esse processo compromete o sucesso das plásticas. Em operações nas quais a pele do paciente é deslocada para que haja um reposicionamento, por exemplo, a vascularização do tecido cutâneo naturalmente diminui. Se ele estiver fragilizado e sem a mesma flexibilidade, há riscos de ocorrer sérios danos pós-operatórios, como necroses ou gangrenas. Em alguns casos, até a sutura pode romper criando cicatrizes inesperadas e grosseiras.


"O cigarro também prejudica a recuperação do paciente, ao impedir a oxigenação do fluxo sanguíneo e retardar o processo de cicatrização dos tecidos. Além disso, deixa o indivíduo ainda mais suscetível a problemas relacionados à anestesia, como trombose e embolias, já que reduz significativamente o desempenho do sistema respiratório", explica o médico.


A relação perigosa entre tabagismo e cirurgia plástica tem feito com que médicos norte-americanos deixem de operar pacientes que fumam mais de um maço de cigarros por dia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5 milhões de pessoas morrem por doenças relacionadas ao fumo anualmente. No Brasil, já são 80 mil mortes por ano.

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"É importante conscientizarmos as pessoas de que os malefícios causados pelo cigarro afetam não só o organismo, mas também vários aspectos da vida dos fumantes. Afinal, em uma sociedade na qual a estética e o bem-estar são tão valorizados, uma das principais vítimas do tabagismo é justamente a aparência", constata o cirurgião.


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