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OMS estima

Cigarro pode matar oito milhões de pessoas em 2030

Redação Bonde
21 ago 2014 às 14:43

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 5,4 milhões de pessoas morram anualmente vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo e a estimativa é que esse número chegue a 8 milhões de mortes em 2030.

Na próxima sexta-feira (29) de agosto celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo e, mais uma vez, autoridades e entidades de todo o País concentram esforços em campanhas de conscientização.

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Considerado pela comunidade médica uma doença gravíssima, o tabagismo atinge cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo, o que representa mais de 15 bilhões de cigarros consumidos diariamente.


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), sete brasileiros morrem diariamente por causa de doenças ocasionadas pela exposição à fumaça do cigarro.

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O Ministério da Saúde, por meio da Lei Antifumo, estabelece que ambientes fechados de uso coletivo sejam 100% livres de tabaco. De acordo com a nova regra, estão extintos os fumódromos e acaba a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo.


A legislação anterior permitia as propagandas no display. O objetivo é proteger a população do fumo passivo e contribuir para diminuição do tabagismo entre os brasileiros.

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Para Clovis Cechinel, clínico geral do Laboratório Frischmann Aisengart de Curitiba, além do câncer, mais de 50 outras doenças podem ser desencadeadas pelo consumo de cigarro, entre elas asma, bronquite, enfisema pulmonar, trombose, doença coronariana e até mesmo infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC).


"O tabagismo é causa de grandes prejuízos às pessoas, que sofrem vendo um familiar morrendo lentamente. E também é um prejuízo econômico, pois alguém terá que trabalhar por essa pessoa antes produtiva e agora inválida, e os sistemas de saúde terão que pagar as contas hospitalares e os medicamentos de uso contínuo das vítimas do tabagismo.", afirma Cechinel. Estima-se que os fumantes tendem a faltar no trabalho cinco vezes mais que as pessoas não-fumantes.

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