Um casal britânico que perdeu um filho vítima de um tipo raro de câncer no cérebro, conseguiu ter um segundo filho saudável após passar por um tratamento de seleção de embriões.
O embrião selecionado e implantado no útero da mãe não tinha um gene responsável por aumentar exponencialmente o risco de câncer no filho.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Nicky e Neil Halford, ambos com 36 anos, tiveram um filho, Ben, que morreu aos cinco anos de idade depois de lutar durante três anos contra o câncer.
Nikky é portadora de um gene que aumenta a predisposição ao câncer, um problema conhecido como síndrome de Li-Fraumeni. Ela teve câncer de mama aos 21 anos.
Até o nascimento de Ben, o casal nem mesmo sabia da existência deste gene. Antes da gravidez, eles perguntaram a médicos quais as chances de a criança ter problemas como câncer, devido ao fato de Nicky ter sofrido da doença tão jovem. A resposta foi que as chances eram pequenas.
No entanto, o menino foi diagnosticado com câncer no cérebro quando tinha quase dois anos de idade.
Culpa
Depois do diagnóstico, icky e Neil Halford insistiram para que os médicos fizessem exames que descobriram que ela e o filho eram portadores do gene raro.
"Eu sabia que não poderia ser uma coincidência. Me senti tão culpada, eu me culpava (pela doença de Ben)", afirmou Nicky.
Entre a segunda e a terceira cirurgia, quando o menino parecia ter melhorado, Neil e Nicky perguntaram se ele gostaria de ter um irmão ou uma irmã.
Ben disse que gostaria de ter um irmão e pediu que ele se chamasse Tom.
O casal se submeteu, então, a um tratamento de fertilização in vitro no qual os embriões são analisados e selecionados, mas, com a volta do câncer de Ben, os planos foram adiados.
O menino ainda passou por uma cirurgia, apresentou uma melhora, mas o câncer voltou e se espalhou pelo cérebro, tornando uma nova cirurgia impossível. Ben morreu em outubro de 2010.