Manter uma gravidez na estação mais quente do ano requer alguns cuidados especiais. E o primeiro deles deve ser com a hidratação. A recomendação do aumento do consumo de água deve ser mantida pelas futuras mamães também nesse período. Além dos líquidos, a nutrição deve incluir comidas leves como frutas, verduras e hortaliças, que devem ser corretamente higienizadas.
Entre os cuidados, é importante prestar atenção à validade e conservação de produtos lácteos nesta época do ano. "É essencial também evitar alimentos crus ou mal cozidos, principalmente frutos do mar. Isso porque itens como peixe cru já são normalmente fonte maior de bactérias do que os cozidos e na gravidez qualquer intoxicação alimentar pode exigir mais cuidados e atenção", destaca a pediatra Gislayne Nieto, do Hospital e Maternidade Santa Brígida.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
E se o corpo já sofre transformações com a gravidez, como inchaço e retenção de líquidos, na época de calor esses efeitos podem ser potencializados. Por isso o uso roupas leves e sapatos confortáveis são imprescindíveis, pois ajudam a manter o bem-estar e ainda evitam o aparecimento de irritações na pele. Quanto à exposição ao sol, a médica explica que não existe contraindicação, mas deve-se respeitar os horários adequados, antes das 10h e depois das 16h, sem esquecer o uso de protetor solar, já que pode ocorrer o aumento de lesões hiperpigmentadas (manchas) na pele. "Para as mulheres que sofrem com alergias, existem protetores solares mais adequados que um
dermatologista pode orientar diante de cada caso", destaca.
Bebês e o calor
Já quando se fala dos bebês, até os seis meses de idade, quando a alimentação deve ser exclusiva de leite materno, não há necessidade da ingestão de água e nem outros líquidos como sucos ou chás. "Muitas mães não sabem, mas o leite materno tem a quantidade exata de água necessária para o bebê nessa fase da vida", explica a pediatra. A exposição ao sol também gera muitas dúvidas, mas até os seis meses os bebês não devem ser expostos por mais de 30 minutos diários, respeitando também os horários adequados e o uso de bonés ou chapéus. Além disso, não é recomendável a aplicação de protetores solares até essa idade devido a maior absorção da pele do bebê e também pela possível dificuldade de eliminação do produto pela imaturidade de seu sistema excretor. Após os seis meses, o FDA (Food and Drug Administration) recomenda o uso de protetores solares com FPS de no mínimo 15.
Brotoejas, assaduras e infecções da pele nos bebês, lesões mais comuns no calor, podem estar associadas também à falta de higiene. Por isso é recomendável até dois banhos diários nos bebês e o cuidado com as roupas para os dias mais quentes. "De uma maneira geral as pessoas pensam que os bebês sentem mais frio que os adultos e por isso os agasalham demais. O ideal é usar roupas leves e manter os ambientes sempre bem arejados", diz a pediatra.