Cada vez mais a toxina botulínica, ou Botox® como é mais conhecida, ganha destaque entre os procedimentos, tanto estéticos como para aqueles que trazem benefícios à saúde. Muito segura, desde que aplicada por médico especialista, a substância é também utilizada com sucesso para combater e eliminar o hábito de apertar e ranger os dentes, especialmente durante o sono.
Conhecida como bruxismo, essa disfunção resulta da contração excessiva do músculo mais forte do corpo humano, o masseter, que é responsável pela mastigação, pelo fechamento da mandíbula e das arcadas dentárias. "A doença costuma acometer pessoas ansiosas, estressadas ou que estão passando por uma fase difícil de vida", afirma o cirurgião plástico Maurício de Maio, reconhecido internacionalmente por suas técnicas minimamente invasivas.
Como os sintomas são mais comuns durante o sono, algumas pessoas só descobrem o problema ao serem informadas pelo companheiro (a) ou quando já existem sinais severos, como dores de cabeça frequentes, dores no pescoço e na gengiva, nevralgias, desgastes dentários e até mesmo quebra dos dentes, culminando com a necessidade de colocação de próteses e implantes. Mas essa não é uma regra geral. Em algumas pessoas o bruxismo aparece durante o dia, com ocorrência de espasmos e fechamento da mandíbula, o que faz com que tenham dificuldade até mesmo para abrir a boca.
Tratamento
O tratamento convencional para o bruxismo, como lembra de Maio, é a utilização de placas estabilizadoras na hora de dormir. O problema é que, para a grande maioria das pessoas, elas são consideradas desconfortáveis, atrapalham o sono, provocam salivação excessiva e até mau hálito.
A utilização da toxina botulínica se apresenta, dessa forma, como uma alternativa totalmente inovadora. "A aplicação, em dois ou três pontos no nível da mandíbula, faz com que os problemas relacionados ao bruxismo desapareçam após cerca de 15 dias", explica o médico.
Quanto à duração, de Maio explica que, em comparação à aplicação da substância com finalidade estética, nesse tipo de tratamento ela é muito mais prolongada, mas isso depende do grau do comprometimento. "Há pacientes que precisam realizar o tratamento apenas uma vez por ano, outros a cada dois anos e alguns somente uma vez na vida", enfatiza. Já os casos mais severos podem exigir aplicação de até duas vezes por ano, com a remissão completa dos sintomas.