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Brasileiras com excesso de peso apelam para as drogas

Redação Bonde
27 set 2011 às 14:38

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O sobrepeso e a obesidade vêm crescendo no Brasil de forma descontrolada. E, juntamente com estes problemas, vem o uso descontrolado de drogas para emagrecer como paliativo para a situação. Esse aumento é preocupante, já que ele pode acarretar no desenvolvimento de várias outras doenças.

Pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada em Abril de 2011, mostra que em cinco anos a porcentagem de mulheres acima do peso aumentou em 6 pontos percentuais. A proporção era de 38,5%, em 2006, e aumentou para 44,3%, em 2011.

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A mesma pesquisa mostra também que o sedentarismo ainda é grande, e que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre e que 26,5% das mulheres assistem televisão por mais de três horas ao dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, pelo menos cinco vezes por semana.


"O excesso de peso decorre do sedentarismo e da falta de uma alimentação mais saudável. É preciso ainda aumentar o consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras, atitude que deve ser acompanhada pela diminuição do uso de produtos industrializados e com alto teor de sódio. Mas o Brasil não é o único país com esta situação, isso é uma tendência mundial", explica o Dr. Luiz Vicente Berti (CRM-SP 62294), cirurgião do aparelho digestivo e diretor do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica.

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Outro agravante é o aumento do uso de anfetaminas, remédio que podem ajudar no emagrecimento, mas que apresentam contra-indicações. "O uso de alguns delas tem sido descontrolado, como substituto aos hábitos saudáveis de vida. As pessoas apelam até para medicamentos indicados para o tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção", completa Dr. Berti. A ONU estima que entre 0,7% da população entre 15 e 64 anos faça uso desses medicamentos no Brasil.


Na América Latina, o Brasil, a Venezuela e a Argentina se mantiveram como os países com maior prevalência em números absolutos de usuários de anfetaminas e metanfetaminas da região. "O uso abusivo desse tipo de medicamentos atinge mais as mulheres, principalmente com os remédios para emagrecer, devido aos efeitos anoréxicos e a cultura predominante de uso de medicamentos para a perda de peso", ressalta o Dr. Berti.


A venda desses medicamentos na web ou sem receita médica é proibida por lei, mas exportadores conseguem trazê-los e vendem ilegalmente, em sua maioria pela internet, sem qualquer controle de qualidade ou mesmo receita médica, trazendo sérios danos à saúde da paciente que muitas vezes não conhece a gravidade desses riscos. Os problemas que estas drogas podem causar são diversos, principalmente os efeitos colaterais, que vão desde irritabilidade, depressão, disforia, até alucinações, confusão mental, perda de memória, entre outros.

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A melhor alternativa para perder peso com saúde é consultar uma clínica especializada e fazer um tratamento que inclua exercícios físicos, reeducação alimentar e fortalecimento da auto-estima, com apoio psicológico (com Prestige Assessoria de Comunicação e Marketing).


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