O Brasil vai começar a produzir o anti-retroviral Efavirenz no primeiro semestre do ano que vem. A Fundação Oswaldo Cruz protocolou na última terça (16), na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o pedido do registro da versão genérica do medicamento, cuja patente foi quebrada em maio de 2007. A expectativa é de que o Programa Nacional de DST-Aids incorpore a versão nacional do remédio tão logo os primeiros lotes estejam disponíveis.
"Esta é uma resposta para comentários de que o Brasil não tinha condições de produzir o remédio", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A fabricação do Efavirenz pela Fiocruz estava prevista para meados deste ano, mas problemas no preparo da matéria-prima provocaram um atraso no cronograma. Na semana passada, com a aprovação de testes de biodisponibilidade e bioequivalência - essenciais para a fabricação do genérico -, o processo para o registro do medicamento foi iniciado.
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Agora, a agilidade vai depender da análise de pedido de registro, sob responsabilidade da Anvisa. Como é de interesse público, o processo terá prioridade na avaliação. Os estoques do genérico indiano do Efavirenz duram até meados de 2009. A idéia é que, terminado o estoque, a Fiocruz possa abastecer toda a demanda nacional.
Temporão ainda não fala de preços. Porém, ele afirma que o genérico do Efavirenz terá um custo "competitivo" com o medicamento que hoje é importado da Índia. O preço do medicamento da Fiocruz, disse o ministro, será infinitamente menor do que o remédio de marca, produzido pela Merck.