Novas pesquisas prometem restaurar a sensação de tato por meio de próteses totalmente integradas ao corpo de amputados. Os equipamentos, descritos nesta quinta-feira (9) na revista Science Translational Medicine, foram testados em pacientes reais e provaram que a eficiência deles apenas melhora com o tempo de uso.
Os braços mecânicos do futuro ficam conectados aos ossos e ao sistema neuromotor do usuário, dando mais liberdade de movimento e podendo ser usados para todo o tipo de tarefas, de segurar objetos delicados a cortar lenha.
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Pesquisadores de diversos hospitais de Ohio, nos Estados Unidos, acompanharam por vários meses a evolução de dois pacientes que tiveram os nervos cobertos por três eletrodos ligados diretamente a próteses mecânicas.
Os voluntários haviam perdido o braço em acidentes industriais e, até então só, haviam usado próteses comuns. "Eu tinha de olhar para tudo o que eu pegava e tomar cuidado para não apertar demais", conta, em um vídeo, Igor Spetic, um dos participantes.
Com a nova interface, ele consegue identificar o toque de 19 pontos distintos da prótese e até mesmo diferenciar texturas, como a de uma lixa e a de um algodão. Essa é a primeira evidência a longo prazo de que o sistema neuroprostético mantém a eficiência depois de ser usado no "mundo real". Spetic passou dois anos e meio usando a mão artificial e adaptando-a ao seu tato.
(Com informações correio brasiliense)