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Aumenta parcela de população jovem hipertensa

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
24 abr 2017 às 13:53

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Reprodução/Pixabay
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Um estudo publicado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, constatou que 20% dos jovens americanos – com idades entre 24 e 32 anos – têm hipertensão. Metade dessa população sequer sabe que sofre do problema. E engana-se quem pensa que os dados são uma realidade estadunidense: o número alarmante revela tendências similares também em outros países.

No Brasil, segundo números do Ministério da Saúde, pelo menos 17 milhões de brasileiros têm um fator em comum: sofrem de hipertensão. E esse número deve aumentar bastante nos próximos oito anos. Até 2025, o número de pessoas com pressão alta em países em desenvolvimento deverá crescer 80%, de acordo com pesquisa da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York.

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Há um consenso entre os médicos de que os novos hábitos de vida, sedentarismo, o excesso de obrigações e, consequentemente, o stress, têm parcela considerável de culpa na elevação desses índices. "As pessoas estão se alimentando cada vez pior. O acesso mais fácil a refeições rápidas ou os chamados fast food, e a alimentos altamente industrializados inseriram na dieta das pessoas quantidades abusivas de sal sem que elas percebessem", esclarece o cardiologista e diretor de Relacionamento com o Mercado do Laboratório Cetel/Grupo Sabin, Anderson Rodrigues.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que uma pessoa adulta deva ingerir menos de 5g de sódio diariamente. A grande preocupação atual é: brasileiros ingerem mais que o dobro disso, ou seja, 12g de sódio por dia. Se as pessoas consumissem menos sal no dia a dia, o Ministério da Saúde estima que pelo menos 1,5 milhão de brasileiros não precisariam controlar a pressão alta com medicamentos.

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A hipertensão é detectada de forma simples, basta fazer medição com um aparelho de aferir pressão. Pelo fato de ser uma doença silenciosa, as pessoas costumam não procurar um médico para fazer o acompanhamento rotineiro, mas somente quando estão com algum sintoma. A doença é diagnosticada quando a pressão arterial está acima de 14 por 9 e é considerada grave se passar de 18 por 11.


Existem exames laboratoriais de rotina que podem ser utilizados para avaliar ainda melhor os hipertensos, como: análise de urina, potássio plasmático, creatinina plasmática, glicemia de jejum, perfil lipídico e ácido úrico.

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"É necessário que o paciente promova mudanças no seu estilo de vida. Como por exemplo, adotar uma dieta rica em frutas, cereais integrais; realizar atividade física regularmente; reduzir a circunferência abdominal; não fumar, aferir a pressão arterial com regularidade. Quanto ao sal: ler, atentamente, os rótulos dos alimentos industrializados, retirar o saleiro da mesa na hora do almoço, lembrar do limite de 5g/dia (correspondente a uma colher de chá de sal)", recomenda o cardiologista.


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