A atividade física é um comportamento que, somando-se com a alimentação sadia, a genética e o meio ambiente favorável, faz com que a criança atinja seu potencial de crescimento e desenvolvimento normal e conseqüentemente, um bom nível de saúde. Este é o tema da Dra. Fátima Parente de Araújo que, além da grande experiência como médica pediatra e especialista em neonatologia, foi mãe após aos 40 anos de idade.
Com liberdade e na maior descontração, ter uma orientação espaço-temporal e capacidade para um convívio social mais adequado com alongamentos, jogos entre brincadeiras, faz com que uma criança tenha mais equilíbrio, coordenação motora e sem dúvida nenhuma, qualidade de vida. Ela pode praticar esportes, porém, nunca deve ser tratada ou estimulada a competir na primeira fase de sua vida, mesmo porque ela não compreenderia este fato e não deve ser tratada como um atleta.
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Criança que pratica atividade física tem uma qualidade de vida melhor. Ela controla seu peso, melhora a sua capacidade cardiorrespiratória, fica mais tranqüila, dorme melhor, melhora o seu humor e se sente mais feliz, trazendo com isso resultados benéficos imediatos e em longo prazo. Vários são os fatores ligados com a prática de atividade física em crianças. Entre eles temos; a idade, o estado nutricional, o nível sócio-econômico, o apoio e a escolaridade dos pais, entre outros.
O ser humano quanto mais jovem, mais ativo ele é. Portanto crianças em idade escolar e pré-escolar são mais ativos do que adolescente e adulto.
Opostos
Quanto às crianças obesas e as desnutridas, sabe-se que elas têm maior predisposição à inatividade física. As crianças de famílias com nível socioeconômico mais elevado são mais favorecidas com atividade física relacionada com o lazer do que as de um nível oposto, visto que têm mais condições para freqüentarem clubes, academias, parques, resorts, condomínios com espaços para as crianças brincarem, etc.
Apoio e metas
O apoio e a escolaridade dos pais têm influência em todos os aspectos da vida de uma criança e assim, não poderia ser diferente com a prevalência de comportamento ativo dos filhos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem se preocupado com a prevenção da obesidade, por achar que ela já é uma epidemia mundial. No Brasil, segundo dados estatísticos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos 30 anos, aumentou em 35% a proporção de crianças e adolescentes acima do peso; isso acontece não só pela herança genética, mas pela vida mais sedentária e ausência de estímulos dos pais a pratica de atividades físicas e a uma rotina alimentar.
O cenário, muitas vezes, fica preocupante e a prevenção por parte da família e professores é o melhor caminho, sendo recomendado à combinação de cardápios equilibrados, incentivos às atividades físicas diárias e diminuição do sedentarismo, respeitando, acima de tudo, os limites de cada criança.
Dra. Fátima Parente é médica pediatra e especializada em neonatologia.