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Apneia do sono pode ser causa de arritmia cardíaca

Redação Bonde
10 set 2011 às 08:42

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Dormir bem é sinônimo de boa saúde e qualidade de vida. A quantidade – e principalmente a qualidade – de sono afetam diretamente o organismo. Cada um possui necessidades específicas, mas todo mundo tem que dormir o suficiente para que o corpo descanse e funcione adequadamente. "Existem vários distúrbios que atingem as pessoas na hora de dormir. Os estudos médicos elencam pelo menos 70 diferentes problemas relacionados ao sono", afirma Juarez Köhler, ortodontista e ortopedista facial da Köhler Ortofacial, de Curitiba (PR).

As consequências para quem tem dificuldades para dormir são danosas, especialmente para os que não conseguem atingir o sono reparador, considerado fundamental para o organismo. "Problemas cardiovasculares são apenas alguns dos perigos que a deficiência no sono pode causar. A apneia do sono, caracterizada pela interrupção temporária da respiração durante o sono, aumenta as chances de arritmia cardíaca, por exemplo. Devido à obstrução das vias respiratórias, a respiração fica mais intensa e a frequência das batidas do coração é alterada", explica.

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Com a arritmia a oxigenação no sangue é menor, intensificando os esforços cardiovasculares e a ativação do sistema simpático, responsável pelo controle involuntário das funções dos órgãos internos. "Com essa ativação o coração fica ainda mais acelerado, potencializando a iminência das doenças cardiovasculares. A apneia também aumenta a pressão sanguínea, já que o relaxamento da faringe dificulta a entra do ar e é necessário fazer um esforço maior para que a respiração não cesse", esclarece.


Respiração pela boca

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O especialista enfatiza que em longo prazo os efeitos podem reduzir o tempo de vida do indivíduo, além de implicar em condições de saúde insatisfatórias. "Respirar pela boca faz com que a língua se posicione para trás, e quando o ar entra a região vibra, resultando no ronco. Por este motivo o ronco sinaliza que o sono não está saudável e que é necessário buscar auxílio especializado", aconselha.


A respiração bucal é um hábito nocivo, que tem início ainda na infância. Normalmente a criança deixa de respirar pelo nariz por causa da hipertrofia da adenóide e das amígdalas, obstruindo os canais pelos quais o ar passa. "Mesmo com a operação da adenóide e das amígdalas, a criança continua respirando inadequadamente e o hábito a acompanha na adolescência e também na idade adulta. A respiração pelo nariz é fundamental, já que as narinas filtram e aquecem o ar para que ele chegue nos pulmões na temperatura ideal", acrescenta.


Gerson observa que os distúrbios do sono têm tratamento e cura - e independente da idade – é possível resolvê-los. São várias as formas de tratar o problema, que passam pela denominada Medicina do Sono e também pela Odontologia do Sono. "Os pacientes realizam exames, seguem orientações e podem inclusive usar aparelhos intra-bucais, que aumentam o espaço da
orofaringe e favorecem a respiração adequada, sem a obstrução das vias respiratórias", aponta.

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Para quem deseja saber mais sobre os distúrbios do sono, suas consequências e as técnicas mais utilizadas, os dois especialistas recomendam a leitura do livro "Viver sem roncos – como evitar os distúrbios respiratórios do sono e as doenças que eles provocam", elaborado pelos médicos Lucas Lemes e Holmes Antonio, especialistas no assunto. "É uma publicação esclarecedora, que
pode ajudar a todos que padecem com os distúrbios do sono", finaliza Juarez.


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