A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o uso do medicamento Rituximabe (cujo nome comercial é MabThera) para tratamento da leucemia linfocítica crônica, na primeira linha e na recaída, no Brasil. O medicamento, produzido pela Roche Farmacêutica, significa uma nova esperança para pacientes que sofrem com este que é o tipo mais comum de leucemia em adultos.
O MabThera, acompanhado de quimioterapia, já é considerado o tratamento padrão contra leucemia linfocítica crônica na Europa e nos Estados Unidos, em primeira linha e recaída. Na Europa, estas duas indicações para o uso do MabThera foram aprovadas no ano passado, a partir de dois estudos internacionais fase III chamados CLL8 e REACH.
O estudo CLL8 comprovou que o tratamento com MabThera acompanhado de fludarabina e ciclofosfamida prolonga a vida dos pacientes com LLC, algo inédito no tratamento da doença. Conduzido em 11 países, o estudo contou com a participação de 817 pacientes com LLC.
O MabThera foi também aprovado para tratamento de LLC de recaída. O estudo REACH, publicado em abril do ano passado e realizado com 552 pacientes, comparou o uso do MabThera associado à quimioterapia em pacientes previamente tratados apenas com quimioterapia. O medicamento melhorou significamente a evolução dos pacientes com LLC tratados anteriormente.
De acordo com o médico hematologista Jacques Tabacof, especialista em leucemias e linfomas, o tratamento de leucemia linfocítica crônica com MabThera, associado à quimioterapia, foi o primeiro a oferecer aumento de sobrevida global aos pacientes que sofrem com a doença. "Essa combinação foi a que se mostrou a mais eficiente, o melhor resultado de todos os tempos. Aumentou significativamente a sobrevida global dos pacientes. O estudo fase III divulgado no passado confirma isso de uma vez por todas", afirma.
A autorização do uso de MabThera para leucemia linfocítica crônica no Brasil é um avanço no tratamento e cuidado com os pacientes. Segundo o especialista, significa dar oportunidade aos pacientes de receberem o melhor tratamento para a doença. "Essa aprovação é importante porque torna quase obrigatória a cobertura da combinação de MabThera e QT pelos planos de saúde. Auxiliará no acesso dos pacientes ao melhor tratamento realizado pela medicina para a leucemia linfocítica crônica", acredita Dr. Jacques Tabacof (com Comunicação Corporativa Roche).