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Preocupação crescente

Álcool na adolescência pode prejudicar funções cerebrais para sempre

Redação Bonde
04 set 2015 às 15:21

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É crescente a preocupação das autoridades de saúde com o hábito entre adolescentes, cada vez mais precoce e mais frequente, da ingestão de bebidas alcoólicas, principalmente por ser esta situação admitida, tanto entre os jovens e também entre grande parte dos adultos, como algo comum e próprio da idade.

Os efeitos da intoxicação alcoólica aguda sobre o sensório, motricidade e juízo crítico são bem conhecidos e levam muitas vezes o adolescente a ter atitudes que não teria em condições normais. Além disso, um conjunto consistente de evidências científicas tem exposto os potenciais efeitos nocivos à saúde da intoxicação alcoólica aguda.

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Nesta semana foi divulgada mais uma pesquisa que aborda esta questão. Foi publicado na revista científica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, um trabalho que demonstra os mecanismos celulares que são afetados pela exposição ao álcool de um cérebro adolescente, que ainda não está completamente desenvolvido e maduro.


O estudo utilizou um modelo em ratos, que simula o abuso intermitente de álcool na adolescência, para determinar se a exposição ao álcool na adolescência pode levar a alterações de longo prazo na estrutura e função de circuitos neurais dos animais quando adultos.

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Esta hipótese foi formulada baseada no conhecimento de que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento e amadurecimento dos mecanismos cerebrais que controlam a cognição, as emoções e o comportamento social.


Uma função cerebral normal no indivíduo adulto - principalmente no que tange à capacidade de planejamento, modulações inibitórias e memória - depende de uma série de fatores funcionais e estruturais no período da adolescência.

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Os resultados revelaram que os ratos adultos que receberam álcool na adolescência apresentavam problemas de memória e cognição. Os cérebros desses ratos foram analisados por uma série de técnicas que permitem avaliar o desenvolvimento e amadurecimento dos circuitos neurais.


Isto foi feito particularmente em uma região cerebral chamada de hipocampo, que é responsável pelo aprendizado e memória. Esta análise expôs alterações tanto funcionais quanto estruturais no hipocampo, o que explica os déficits comportamentais apresentados pelos animais.


Baseados nestes resultados os pesquisadores sugerem que o álcool na adolescência pode produzir uma ruptura na maturação normal dos neurônios, o que levaria a alterações permanentes de estrutura e função cerebrais. Os cientistas alertam também que, apesar de, por lei, a adolescência ir até os 18 anos, o cérebro completa o seu desenvolvimento por volta dos 20 anos de idade.

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Por estas razões, adiar ao máximo a exposição dos jovens ao álcool é uma medida preventiva com impacto altamente positivo na saúde da população adulta.
(com informações do site ABC da Saúde)


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