Pode ser a mistura preferida de muitos, mas é bom ficar atento aos malefícios que ela pode trazer. Um estudo publicado na revista científica Alcoholism: Clinical and Experimental Research constatou que misturar bebidas que têm cafeína e as que têm álcool em sua composição podem elevar riscos de intoxicação.
Homens que ingerem pelo menos cinco doses de bebida alcoólica ou quatro no caso das mulheres em um período de duas horas estão mais propensos a comportamento de risco, como consumo de outras drogas, relação sexual desprotegida e embriaguez na direção.
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A pesquisa explica ainda que a mistura do energético com qualquer bebida alcoólica aumenta consideravelmente o desejo de beber álcool se comparado à bebida pura.
Efeitos no organismo
A cafeína disfarça os efeitos intoxicantes do álcool, o que faz com que as pessoas não reparem o quanto estão embriagadas.
O álcool age no cérebro causando euforia e confiança por alterar os níveis de dopamina no organismo. Dessa forma, perdemos as funções vitais do corpo: controle de temperatura, respiração e batimentos cardíacos.
Quanto à intoxicação, os principais sintomas que se apresentam em média 20 minutos após a ingestão são tontura, dificuldade de ficar acordado, fala enrolada e confusão mental. Logo, os sinais mais graves aparecem, como pulso fraco e rápido, pele fria e pálida, cheiro forte de álcool saindo da pele, respiração irregular, vômito, desmaio e coma. Quando há a mistura, esses primeiros efeitos retardam a embriaguez e obrigam a pessoa a ser encaminhada com urgência ao hospital.
"A cafeína e a taurina, estimulantes presentes nos energéticos, disfarçam os efeitos do álcool. Ou seja, eles ocultam a sensação depressiva do álcool. Esse efeito aumenta o risco de intoxicação e inclusive de morte por excesso de álcool, já que a pessoa não tem noção do quanto já bebeu.", explica, ao site Veja, Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.
(Com informações do site Veja)