A dosagem indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 4.000 mg por dia. Mas, segundo a farmacêutica Silvana Maria de Almeida, independente da dosagem, a combinação do paracetamol com o álcool pode causar uma lesão hepática fulminante e até mesmo provocar sangramentos no estômago.
Um dos medicamentos mais usados no combate à dor e febre, se for mal aplicado, pode causar muitos danos à saúde e é encontrado em diversas formas: em gotas, comprimidos ou como princípio ativo de outros medicamentos.
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Para se ter uma ideia, para ultrapassar os 4.000 mg indicados pelo OMS, basta ingerir 6 comprimidos dos "extras fortes" dentro de 24 horas, também vale para aqueles que tem a substância em sua composição.
"O paracetamol é considerado seguro em doses terapêuticas. É preciso ficar atento, pois este princípio ativo também faz parte da composição de uma série de medicamentos, sendo fácil tomar o dobro da dose", conta o gastroenterologista Henrique Boruchowski, do Hospital Samaritano de São Paulo.
O órgão mais afetado, em caso de alta dosagem é o fígado. Após ser processado pelo organismo, nas sobras é encontrada uma toxina chamada NAPQI, que fica acumulado no fígado atacando as moléculas da membrana das células hepáticas levando à morte.
Os sintomas de uma intoxicação pelo consumo exagerado do paracetamol pode ser leve com náuseas, vômito e dor abdominal e até evoluir para convulsões. Nos casos graves pode haver falência hepática, incluindo coagulopatia e encefalopatia hepática.
Segundo a ONG de jornalistas Pro Publica na última década, cerca de 1.500 mortes foram provocadas pelo medicamento e é a principal causa de insuficiência hepática e indicação de transplante de fígado nos Estados Unidos. Por isso, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos, vem tomando uma série de medidas para controlar o uso do paracetamol. (Com informações UOL)