A acne - espinhas e cravos - atinge a maioria dos adolescentes, mas não se restringe à moçada. De acordo com a dermatologista, Pietra Martini, da clínica Primèra de Campinas, a doença ocorre porque os hormônios sexuais, especialmente os masculinos, chamados andrógenos, que são produzidos por homens e mulheres, estimulam a produção das glândulas sebáceas da pele. Isso facilita a obstrução dos poros e dá origem aos cravos. O acúmulo de gordura nos poros obstruídos favorece a proliferação de bactérias que provocam as espinhas.
Não por acaso, a especialista diz que a explosão dos hormônios sexuais nos adolescentes faz com que 80% tenham acne, mas a doença também pode surgir na maturidade.
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Inibição dos andrógenos
Só para se ter uma idéia, estudos internacionais mostram que 25% das mulheres na faixa etária de 31 a 40 anos, têm pele acneica. Segundo Pietra, no Brasil não é diferente. Na maturidade a doença é mais comum na população feminina por causa das flutuações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, afirma.
Mulheres que começam a ter acne depois dos 25 anos também podem ser portadoras da síndrome do ovário policístico (SOP). A especialista diz que a síndrome é caracterizada pela maior produção dos andrógenos pelos ovários. O aumento da testosterona livre que vai ocupar maior número de receptores do hormônio pode causar, além da acne, queda de cabelo e aumento de pelos.
Nos casos mais leves, destaca, o tratamento pode ser feito com medicamentos antiandrogênicos, como os anticoncepcionais que contêm acetato de ciproterona. O remédio combate os sintomas inibindo a produção dos andrógenos, explica.
Nos casos mais graves, ela diz que pode ser associado isotretinoína oral. O problema ressalta, é que a SOP também causa infertilidade e risco de doenças cardiovasculares Por isso, deve ter acompanhamento conjunto de um ginecologista e um cardiologista.
O tratamento medicamentoso da acne dura cerca de seis meses. Depois deste período pode ser indicada a aplicação de laser e peeling para diminuir as manchas na pele.
Efeitos do estresse
Quem nunca acordou bem no dia daquele evento importante com uma espinha no rosto? "Situações estressantes e problemas de pele costumam andar juntos", diz Pietra. Isso acontece, explica, porque o estresse crônico aumenta a produção do cortisol, um hormônio produzido pelas glândulas supra-renais que aumenta a oleosidade da pele e diminui a ação dos leucócitos, células de defesa do sangue. Resultado – A pele fica mais vulnerável à ação das bactérias. A sobrecarga de compromissos com a casa, família e profissão faz com que a mulher sinta mais os efeitos na pele.
Além da acne, o estresse crônico piora o herpes, vitiligo, dermatite atópica, hiperidrose, psoríase e até a dermatite seborréica, popularmente conhecida como caspa. Todas estas doenças necessitam de acompanhamento médico.
As dicas da especialista para diminuir o desconforto são:
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