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"Síndrome da cabeça explosiva"

A estranha síndrome que pode explicar histórias sobrenaturais

Redação Bonde
07 ago 2015 às 14:00

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"De repente, surge um ruído que aumenta de volume até chegar ao som estarrecedor de uma explosão. Sinto uma onda de eletricidade passar pelo meu corpo e uma forte luz no meu olhar, como se alguém tivesse acendido um holofote no meu rosto."

É assim que Niels Nielsen descreve como é conviver com a "síndrome da cabeça explosiva" – sensação desagradável e, por vezes, assustadora. Outras vítimas relatam sentir que uma bomba foi detonada ao lado de sua cabeça quando elas começam a pegar no sono.
Em algumas pessoas, é uma experiência que ocorre uma vez na vida. Para outras, é um problema que as aflige várias vezes por noite.

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O médico Silas Weir Mitchell foi o primeiro a descrever o distúrbio, em 1876, quando registrou os casos de dois homens que sofriam do que ele chamou de "descargas sensoriais". Ambos relatavam que ouviam "badaladas de sinos" ou um "disparo" que os despertava do sono.
Apesar de seu nome intrigante, o distúrbio foi relativamente pouco estudado. Agora, no entanto, há uma teoria de que o problema pode ajudar a explicar fenômenos culturais aparentemente nada relacionados – mais especificamente, a origem das abduções alienígenas, das teorias da conspiração e entidades sobrenaturais.


O que sabemos sobre essa experiência noturna é que ela talvez não seja tão rara quanto se pensa. Um estudo realizado pela Universidade do Estado de Washington (EUA), publicado em maio, entrevistou 211 voluntários e descobriu que 18% deles disseram já ter vivido pelo menos um episódio da cabeça explodindo.


A amostragem, no entanto, talvez não seja um retrato fiel da incidência do problema, já que os voluntários eram estudantes jovens que geralmente dormem pouco – um fator que aumenta o risco de viver o distúrbio.

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"Quem sofre de alguma dificuldade do sono, como insônia ou jetlag, tem mais chances de experimentar o problema", afirma Brian Sharpless, professor de psicologia e principal autor do estudo. "O estresse e a tensão emocional também estão ligados a uma frequência maior de episódios da síndrome."
(com informações do site BBC Brasil)


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