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Diz ter saído de zona de conforto

Medina dedica título no surfe a Yasmin Brunet

Folhapress
15 set 2021 às 08:37

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Lucas Pinhel/Divulgação
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Depois de conquistar o tricampeonato mundial de surfe, Gabriel Medina dedicou o título à companheira, a modelo Yasmin Brunet.


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"Eu a amo. Ela esteve comigo o ano todo, ela faz eu me sentir o melhor cara do mundo. Quero dedicar a vitória a ela. Finalmente conseguir o troféu significa muito para mim, porque o ano foi diferente. Eu saí da minha zona de conforto, estou orgulhoso de ser um verdadeiro homem, ir a todo o mundo com minha mulher foi um grande desafio", disse em entrevista à transmissão oficial da competição.


O casal se envolveu em polêmicas nas Olimpíadas de Tóquio.

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Devido às restrições ligadas à pandemia do novo coronavírus, ficou acertado que cada surfista só poderia levar uma pessoa ao Japão para atuar como técnico. Medina bateu o pé na tentativa de que Yasmin fosse sua acompanhante, porém teve de viajar sem a mulher após debate desgastante com o COB (Comitê Olímpico do Brasil).


No Japão, o brasileiro conseguiu ótimas ondas e avançou às semifinais do primeiro torneio olímpico do surfe, mas foi vencido pelo japonês Kanoa Igarashi. Na disputa pelo bronze, perdeu de novo. E, enquanto Italo Ferreira comemorava o ouro, Medina e, principalmente, Brunet esbravejaram por discordar das notas aplicadas pelos juízes.

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Medina não obteve o título em Tóquio, mas sim no Mundial de surfe, após vencer na final o também brasileiro Filipe Toledo. O surfista ressaltou o quão importante foi a parceria com os demais atletas, inclusive com o rival pelo título.


"Sempre respeito esses caras. As pessoas pensam que somos rivais, somos só dentro da água, mas respeito todos no tour. Foi isso que aprendi no tour, respeitar e dar amor. Foi um ano muito intenso, viajar sem família mentalmente é muito difícil, então nós nos demos amor e apoio", comentou.

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Em 2021, o título não foi decidido apenas pelo ranking mundial (liderado por Medina). Os cinco melhores surfistas da temporada se enfrentaram em uma etapa de mata-mata, em Les Trelles, nos Estados Unidos.

Quem estivesse melhor no ranking teria a vantagem de precisar de menos baterias para ser campeão, mas o novo formato também abriu espaço para reviravoltas.


Medina afirmou que essa forma de disputa é mais desafiante mentalmente. Por outro lado, disse que estava pronto para surfar seis baterias completas se fosse necessário.

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"É um dia especial para mim, eu tive esse sonho na minha mente por muito tempo [de ser tricampeão mundial] e toda a glória e honra para o cara lá [Deus]. Não tem outra forma, é trabalhar duro e deixar o surfe falar. Esse dia vai ficar para sempre na minha vida e vou falar dele para meus filhos", completou.

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