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Superman vence o Hulk com seu maior poder em reencontro épico

30 abr 2026 às 09:15

Depois de décadas de discussões de boteco e fóruns de internet sobre quem ganharia uma queda de braço entre o Homem de Aço e o Golias Esmeralda, a nova edição de Marvel/DC: Spider-Man/Superman #1 decidiu colocar lenha na fogueira — de maneira tocante e genial. E a resposta curta é: o Hulk ficou forte demais, mas o Superman continua sendo o Superman.


Na história intitulada "Identity War", lançada recentemente e escrita por Geoff Johns com arte de Gary Frank, os vilões Mysterio e Rainha Saturno resolveram apelar e implantaram nada menos que uma Bateria de Poder dos Lanternas Vermelhos no Hulk


Se o bicho já era movido a ódio, imagine agora com o sangue fervendo pela energia da raiva pura. O resultado? O Hulk não apenas surrou o Superman, mas também infectou o mundo inteiro com sua fúria.

A força bruta não é tudo

Geralmente, o Homem de Aço consegue segurar o tranco contra o Hulk sozinho, mas aqui a coisa ficou feia. Com o upgrade cósmico, o verdão nocauteou uma equipe inteira que incluía a Mulher-Hulk, o Coisa e o Lanterna Verde Hal Jordan, chegando a sangrar o Superman com um único soco. Foi uma lavada que deixou claro: em termos de força bruta pura e simples, o Hulk "Lanterna Vermelho" atingiu um patamar onde ninguém encosta.



No entanto, o roteiro de Johns lembra por que o Clark Kent é o pilar desse gênero. Em vez de tentar um soco que abalaria o mundo — o que provavelmente não funcionaria — o Superman mudou a estratégia para o que ele faz de melhor: ser humano. Ele usou a empatia e a conversa para acalmar o Hulk, ajudando Bruce Banner a retomar o controle e superar a raiva.

O poder da esperança

No fim das contas, a vitória do Superman não veio de seus músculos kryptonianos, mas de sua capacidade de inspirar esperança e compaixão. É um tapa na cara de quem acha que o herói é "apelão" demais; sua maior arma é justamente o que o impede de ser um tirano. O Hulk pode ter vencido no placar da força, mas o Superman venceu a guerra ao salvar a todos (e o próprio monstro de si mesmo) com seu maior superpoder: sua humanidade.



De quebra, o roteiro ainda trouxe uma interessante narrativa da perspectiva de Ben Grimm, o Coisa, rival histórico do Hulk, que, no final das contas, percebe que ambos têm em comum o fato de serem tão poderosos fisicamente quanto frágeis sentimentalmente.


E o final é daqueles de suar os olhos, com o Coisa, inspirado pelas palavras e ações do Superman,  convidando um desolado Bruce Banner para trocar uma ideia como amigos, de forma que nunca fizeram antes. 


É aquele tipo de conclusão que faz os fãs de ambos os lados saírem satisfeitos, ou pelo menos com material para mais vinte anos de debate. Afinal, ver o Hulk como um Lanterna Vermelho é o tipo de coisas que a gente não sabia que precisava até ver o estrago que ele causa.


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