Depois de décadas de discussões de boteco e fóruns de internet sobre quem ganharia uma queda de braço entre o Homem de Aço e o Golias Esmeralda, a nova edição de Marvel/DC: Spider-Man/Superman #1 decidiu colocar lenha na fogueira — de maneira tocante e genial. E a resposta curta é: o Hulk ficou forte demais, mas o Superman continua sendo o Superman
Na história intitulada "Identity War", lançada recentemente e escrita por Geoff Johns com arte de Gary Frank, os vilões Mysterio e Rainha Saturno resolveram apelar e implantaram nada menos que uma Bateria de Poder dos Lanternas Vermelhos no Hulk
Se o bicho já era movido a ódio, imagine agora com o sangue fervendo pela energia da raiva pura. O resultado? O Hulk não apenas surrou o Superman, mas também infectou o mundo inteiro com sua fúria
A força bruta não é tudo
Geralmente, o Homem de Aço consegue segurar o tranco contra o Hulk sozinho, mas aqui a coisa ficou feia
No entanto, o roteiro de Johns lembra por que o Clark Kent é o pilar desse gênero
O poder da esperança
No fim das contas, a vitória do Superman não veio de seus músculos kryptonianos, mas de sua capacidade de inspirar esperança e compaixão
De quebra, o roteiro ainda trouxe uma interessante narrativa da perspectiva de Ben Grimm, o Coisa, rival histórico do Hulk, que, no final das contas, percebe que ambos têm em comum o fato de serem tão poderosos fisicamente quanto frágeis sentimentalmente.
E o final é daqueles de suar os olhos, com o Coisa, inspirado pelas palavras e ações do Superman, convidando um desolado Bruce Banner para trocar uma ideia como amigos, de forma que nunca fizeram antes.
É aquele tipo de conclusão que faz os fãs de ambos os lados saírem satisfeitos, ou pelo menos com material para mais vinte anos de debate. Afinal, ver o Hulk como um Lanterna Vermelho é o tipo de coisas que a gente não sabia que precisava até ver o estrago que ele causa
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