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Navalhada 2026 celebra 15 anos do Bar Barbearia com ícones do Punk e do Rap

10 abr 2026 às 09:14

Enquanto os grandes holofotes da cidade se voltam para o agronegócio, uma resistência sonora de 15 anos celebra sua resiliência no Centro Histórico de Londrina. Teve início nesta quinta-feira (9) e estende-se até domingo (12) a 4ª edição do Festival Navalhada, evento que marca o aniversário de fundação do Bar Barbearia, um dos mais longevos refúgios da música independente e da contracultura paranaense.


Neste ano, o festival assume um tom de "reconstrução". Após ser forçado a deixar seu endereço histórico na Rua Quintino Bocaiúva em 2025, o Barbearia estabeleceu-se na Rua Benjamin Constant, 1614. O Navalhada 2026 é, portanto, a primeira grande celebração "em casa nova", reafirmando o local como um espaço democrático, livre de preconceitos e focado na consciência social.


O evento é uma realização conjunta com o festival Paraíso do Rock (de Paraíso do Norte-PR), unindo duas forças do interior que lutam pela circulação de bandas autorais. A curadoria, assinada por Júnior Carvalho, transita estrategicamente entre o peso do punk e a rima do hip-hop.


Gigantes no palco


Confira abaixo a programação:


Sexta (10): O palco recebe Xis, figura central do rap nacional desde os anos 1990. Conhecido por hinos como "Us Mano e as Mina", Xis traz a Londrina uma bagagem que inclui desde o histórico grupo DMN até a emblemática participação no Acústico MTV de Cássia Eller. Ele divide o microfone com Torya, expoente da nova geração que mistura R&B e afrobeats, apresentando o aclamado trabalho "Altiva". A abertura fica com a banda local Matina.


Sábado (11): Com ingressos já esgotados, o sábado recebe os veteranos do Garotos Podres. Liderada pelo historiador e professor Mao, a banda completa 44 anos de trajetória em 2026 como a voz mais ativa do punk operário brasileiro. No repertório, além dos clássicos de combate, apresentam o disco "Canções de Resistência" (2024). A noite conta ainda com o som da banda londrinense Catiça.


Domingo (12): Um dos pilares do Navalhada é a acessibilidade. Metade da programação tem entrada gratuita. Para viabilizar os custos técnicos nessas noites (quinta e domingo), o bar adota a tradicional "Bandeira 2": uma taxa simbólica de R$ 1 acrescida a cada item consumido, destinada diretamente ao suporte dos artistas. O encerramento começa mais cedo (18h) e traz a psicodelia regional da banda Urupê (Paranavaí) e o experimentalismo da Abacate Contemporâneo (Londrina), com discotecagem de Janaína Ávila (UEL FM).


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