“A minha poesia se faz no cotidiano, nas pequenas coisas que me afetam e me chamam a atenção. No que as pessoas me contam sobre as suas vidas, numa frase durante uma conversa, em uma observação.”
Dessa maneira a poeta londrinense Karen Debértolis define a literatura de seu novo livro, “Para Alguém Escutar no Futuro”. Publicado pela editora Urutau, a obra comemora os 30 anos de literatura da autora. Uma trajetória iniciada em 1995 com seu primeiro livro “Caleidoscópio”.
Uma das principais característica da produção de Karen Debértolis está no diálogo da literatura com outras linguagens como a música, as artes plásticas e as artes cênicas. Um processo de criação que ela designa de “literatura expandida”.
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O lançamento de “Para Alguém Escutar no Futuro” acontece neste sábado (29) na Livraria Olga com leitura de poemas por escritoras convidadas. A autora destaca que os textos de seu novo livro foram escritos para serem lidos em voz alta: “São poemas que pedem uma voz que os ilumine”.
A seguir, Karen Debértolis, autora de “Estalagem das Almas” e “Mapas Sutis”, fala sobre sua nova obra, uma memória poética de sua trajetória.
Você indica que os poemas de “Para Alguém Escutar no Futuro” devem ser lidos em voz alta. Por quê?
Porque são poemas em que exploro a sonoridade das palavras, o ritmo, através de rimas internas, e também uma narrativa poética, especialmente nos poemas em prosa. São poemas que pedem para ser escutados, extrapolam a relação da leitura silenciosa, pedem o compartilhamento, pedem uma voz que os ilumine.
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