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Messi supera Klose e Argentina sobe entre as favoritas da Copa 2026

25 jun 2026 às 09:00

Lionel Messi voltou a quebrar recordes em uma Copa do Mundo e, de quebra, ajudou a

mudar a percepção do mercado sobre as chances da Argentina em 2026. Com um hat-

trick diante da Argélia e mais dois gols contra a Áustria, o camisa 10 se tornou

o maior artilheiro da história dos Mundiais, ultrapassando Miroslav Klose. O desempenho do

craque coincidiu com a campanha perfeita da seleção argentina na fase de grupos e

provocou uma reação imediata nas casas de apostas.


Antes do torneio, a Argentina aparecia entre a quarta e a quinta colocação no ranking

de favoritas, com odds variando entre 9,00 e 10,00 nas principais operadoras. Após

duas vitórias, seis gols marcados, nenhum sofrido e uma sequência de recordes de

Messi, a atual campeã mundial subiu para o grupo das principais candidatas ao título. A

seleção ocupa atualmente a terceira posição entre as favoritas, com cotações na faixa

de 7,50, atrás apenas de Espanha e França.

Messi e o recorde histórico


Com 18 gols em Copas do Mundo, Messi se isolou como o maior artilheiro da história

do torneio, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, que detinha o recorde desde o

Mundial de 2014, com 16 gols. Os números foram confirmados após a partida contra a

Áustria: com os dois gols marcados naquela segunda-feira, o camisa 10 superou

definitivamente a marca do ex-atacante alemão. Na estreia contra a Argélia, o argentino

já havia igualado a marca de Klose ao anotar três vezes e ainda quebrado outra:

tornou-se o primeiro jogador a disputar seis edições do torneio.

Os números acumulados nos dois jogos têm peso histórico adicional. Messi soma agora

24 participações diretas em gols nas Copas, entre tentos e assistências, superando as

22 de Pelé. Ao anotar três gols diante da Argélia, o argentino também assumiu a

liderança isolada da artilharia desta edição do Mundial.


Argentina no topo do ranking FIFA


A campanha da Argentina na Copa de 2026 começou com outro dado de contexto: a

seleção de Scaloni chegou ao torneio no primeiro lugar do Ranking Mundial da FIFA.

Com 1.877,27 pontos, a Argentina recuperou a liderança que havia perdido para a

França nos meses anteriores ao torneio, após a derrota dos franceses para a Costa do

Marfim em amistoso. França e Espanha completam o top 3 da classificação. A próxima

atualização do ranking está prevista para 20 de julho de 2026. Vale notar que a história

joga contra o atual líder: desde a criação do ranking da FIFA, em 1993, nenhuma

seleção que chegou ao torneio na primeira posição conquistou o título mundial.


Como o mercado de apostas reagiu


Antes do início da Copa do Mundo, a Argentina figurava entre a quarta e a quinta

posição no ranking de favoritas ao título nas principais casas de apostas, com cotações

entre 9,00 e 10,00. As odds mais altas refletiam a incerteza sobre a condição física de

Messi aos 38 anos e a dependência da seleção em relação ao seu camisa 10. Atrás de

Espanha e França (ambas cotadas a 5,50), Inglaterra (8,00) e Portugal (8,50), a

Argentina entrava no torneio com probabilidade implícita de cerca de 10%.


Com a campanha perfeita na fase de grupos e os recordes históricos, as cotações para

o título argentino se comprimiram. Em uma plataforma, odds para

bet no campeão da Copa do Mundo colocam a Argentina ocupa atualmente a terceira posição no ranking

de favoritas da KTO, com cotações na faixa de 7,50, atrás apenas de Espanha e

França. O mercado de longo prazo para o título se atualiza em tempo real conforme o

desempenho das seleções em cada rodada.


Esse tipo de movimento não é incomum em Copas. As odds dos favoritos tendem a cair

conforme o torneio avança, com as cotações se ajustando para refletir resultados,

condição física dos jogadores e o chaveamento do mata-mata. Em 2022, a Argentina

entrou no torneio como terceira colocada no ranking da Federação Internacional de

Futebol (FIFA) e foi campeã. O fato de agora chegar ao torneio na liderança da mesma

classificação acrescenta uma camada de paradoxo esportivo à campanha argentina.


Elenco além do camisa 10


A análise das fontes especializadas aponta que a Argentina deste ciclo não depende

exclusivamente de Messi para criar perigo. O meio-campo formado por Enzo

Fernández, Alexis Mac Allister e Rodrigo De Paul é considerado um dos mais completos

do torneio, com Julián Álvarez e Lautaro Martínez formando uma dupla de ataque de

alto nível de finalização. A solidez defensiva argentina fica evidenciada pelos zero gols

sofridos nas duas primeiras partidas.


O técnico Lionel Scaloni, que conduziu a Argentina ao título mundial em 2022 e a dois

títulos consecutivos da Copa América, manteve a base do elenco campeão. Essa

continuidade de trabalho é apontada como um dos fatores que sustentam as chances

argentinas em torneios curtos de mata-mata, formato no qual a seleção albiceleste

demonstrou consistência nas últimas três grandes competições.


O contexto do torneio expandido


A Copa do Mundo de 2026 é disputada por 48 seleções, o maior número da história do

torneio, em 16 cidades dos Estados Unidos, Canadá e México. O formato ampliado

acrescentou uma fase de 32 avos de final antes das oitavas, tornando o caminho até o

título mais longo do que nas edições anteriores. Esse novo modelo cria mais rodadas

no mata-mata e beneficia elencos com maior profundidade e estabilidade tática,

características que as análises associam diretamente ao estilo de jogo construído por

Scaloni nos últimos anos.