A chegada de um bebê é sempre motivo de muita festa e comemoração - em especial para a futura mamãe. A mulher curte cada detalhe, desde a escolha das roupas até a decoração do quarto. Um dos itens mais importantes nesta fase é o berço, que abrigará o novo membro da família.
Além de bonito e aconchegante, é importante que este móvel seja seguro, afinal é lá que o bebê passará a maior parte de seu tempo. Inclusive, a partir do próximo ano será obrigatória uma certificação destes móveis junto aos órgãos credenciados pelo Inmetro. O objetivo desta nova norma é garantir muito mais que conforto, mas sim segurança ao usuário.
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Independentemente da certificação, na hora de comprar um berço, os pais precisam estar atentos a alguns detalhes essenciais. Por exemplo, é preciso notar se há bordas ou partes salientes que podem machucar o bebê. O ideal é optar sempre por arestas arredondadas, que sejam isentas de rebarbas.
É importante também verificar se o produto apresenta risco de tombamento. Ainda na loja, com o estrado na parte de cima do berço, faça um esforço lateral, verificando se o berço suporta essa pressão sem apresentar o risco de virar, ocasionando assim um acidente grave ao bebê ou à criança.
É preciso ter atenção ainda quanto ao colchão. Quando ele não faz parte do produto, o fabricante do berço deve informar as dimensões indicadas para o encaixe perfeito. Os pais precisam se atentar quanto à fixação do colchão no estrado, evitando que a criança possa levantá-lo sozinha de dentro do berço.
A nova norma trás algumas novidades quanto à fixação dos parafusos, que devem ser projetados para serem removidos com precisão, facilitando assim a montagem e a desmontagem. Para evitar acidentes com os dedinhos, os furos acessíveis devem ser menores que 7 mm. Outras aberturas devem estar entre 12 e 25 mm e 45 e 65 mm, evitando prender outros membros dos bebês. A distância entre as laterais do berço e entre a base e as extremidades não deve passar de 25 mm.
Sobre a altura ideal para as laterais e cabeceiras do berço, os pais devem considerar para o recém-nascido a altura mínima de 30 cm com o estrado no ponto mais alto. No ponto mais baixo, sem a regulagem, a altura mínima é de 60 cm. Caso contrário, há risco de o bebê pular por cima das grades.
Dois em um
É preciso ter atenção em relação aos berços que se transformam em mini-cama. A ideia de aumentar o período de vida do produto é muito boa, mas é importante verificar se ele continuará trazendo aconchego, beleza e principalmente segurança à criança. O ideal é que os bebês fiquem no berço até pelo menos dois anos de idade. Depois disso, a minicama com grade lateral é o mais indicado.
Outra dica interessante, mas que não é obrigatória na norma é utilizar berços que possuem a opção de instalação de protetor de PVC na parte superior da grade. Estes protetores facilitam a higienização e preservam o acabamento do produto.
Por fim, é importante saber sobre a idoneidade da fábrica e da loja. Pesquise empresas que sejam tradicionais no segmento, que tenham respeito ao consumidor, com garantias, padronização em seus processos e certificados de qualidade, como ISO 9001. Quanto ao produto, solicite o atestado de certificação atualizado. Este documento garante que o produto foi exaustivamente testado quanto à sua flexibilidade, durabilidade e quanto à utilização de pintura atóxica.
Escolhendo o produto certo, cabe aos pais ficarem atentos aos movimentos do bebê. Afinal, mesmo seguindo a todos os requisitos das normas, o mais importante é ficar de olho na criança para evitar acidentes. A saúde e a segurança do seu filho não têm preço.
*Por Rodrigo Pinto, diretor comercial da Cia. do Móvel (www.ciadomovel.com.br)