Acompanhando as seleções de seus países por onde jogam, torcedores de diversas partes do mundo estão passando por Curitiba e ficam encantados com a arquitetura, a organização das calçadas e com a população da capital.
"Me sinto como se estivesse na Europa. Essa cidade tem um ar antigo e charmoso, pessoas educadas", diz o australiano Wally Smith. Morador de Sidney, ele veio para Curitiba com um grupo de 15 pessoas, por intermédio de uma agência de turismo daquele país. Depois de passar por Cuiabá e Porto Alegre, onde os Socceroos (apelido da seleção de futebol da Austrália) também jogaram, Wally afirma: "Curitiba é a cidade mais interessante das que conheci, não tem nem como comparar".
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Vincent Henry, compatriota de Wally, mora em Perth, no oeste da Austrália. Recém-chegado a Curitiba com o filho Shawn, ele ainda não teve tempo de conhecer a cidade. "Viemos de Cuiabá e, infelizmente, não conseguimos ingressos para o jogo. O jeito foi beber no hotel, como bons australianos", contou um bem humorado Vincent, dando de ombros para a fraca campanha da seleção, que perdeu todos os jogos na Copa.
Com a máquina fotográfica em mãos, Andrey Kopytko tentava não perder nenhum registro do centro histórico da cidade que, segundo ele, "é muito parecida com a Europa, principalmente na arquitetura dessas igrejas". Ele se referia a Igreja Presbiteriana, que se impõe em meio as calçadas de paralelepípedo, com sua cúpula branca e redonda. "Cuiabá achei muito acanhada, apesar de gostar do Pantanal, e o Rio de Janeiro é o Rio de Janeiro... mas realmente me impressionei com os prédios e a organização de Curitiba".

A próxima parada de Andrey, que é russo e mora na capital, Moscou, é Foz do Iguaçu. "Ouvi falar muito bem e estou ansioso para conhecer as Cataratas". Antes disso, porém, Andrey espera ver a seleção nacional vencendo a Argélia, na quinta-feira. "Confio na equipe, apesar dos primeiros resultados terem sido ruins. Quem sabe a beleza de Curitiba não nos inspira a jogar um futebol melhor". Quem sabe?