A Prefeitura de Londrina vai colocar mais um guarda municipal em cada uma das unidades de pronto-socorro públicas que atendem a população a fim de reduzir possíveis conflitos que ocorrem nestes locais. Segundo o secretário de Defesa Social, Felipe Juliani, as duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) passam a contar com dois agentes em tempo integral já nesta sexta-feira (7), enquanto o PA (pronto atendimento) do Jardim Leonor (zona oeste) terá o reforço a partir de abril.
Para dar suporte ao efetivo, cada unidade de pronto atendimento também contará com uma sala destinada à Guarda Municipal. O espaço terá banheiro e uma base para monitoramento das imagens de segurança das UPAs. Esse reforço permitirá que os guardas possam atuar com maior autonomia e rapidez em eventuais ocorrências, afirma o secretário de Defesa Social, Felipe Juliani.
A mudança busca garantir maior segurança para servidores e pacientes, permitindo uma atuação mais eficiente em situações de conflito, afirma o secretário. O aumento do efetivo é uma medida preventiva e também uma resposta às necessidades identificadas desde o início da gestão.
Leia mais:

Deputada do Paraná cobra informações sobre violência policial em Londrina

Onça-parda resgatada em Faxinal é reintegrada à natureza

Preso por estupro no Paraná diz que mulher 'fez charme'

Ratinho Junior anuncia Marco Brasil e Do Carmo para compor secretariado no Paraná
Ainda de acordo com ele, a intenção é melhorar a capacidade de resposta da Guarda Municipal dentro das UPAs e também no entorno dessas unidades. Uma operação especial também foi iniciada para abordar situações de risco e ampliar a segurança na região do Jardim do Sol.
A preocupação com a segurança não se limita ao período noturno, pois situações de emergência podem ocorrer a qualquer momento. O tempo de espera e o nervosismo de alguns pacientes ou acompanhantes podem levar a momentos de tensão, colocando em risco servidores e outros frequentadores das unidades de saúde.
Outro ponto abordado foi a presença de moradores em situação de rua nas imediações das UPAs. O secretário informou que essa questão está sendo tratada em conjunto com a Secretaria de Assistência Social, que busca formas de encaminhamento adequado para essas pessoas. No entanto, ele ressaltou que o papel da Guarda Municipal nesse contexto é garantir a segurança dos servidores e da população atendida nos serviços de saúde.
Pouca UPA para Londrina
A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, admite que as unidades de pronto-socorro são locais onde há propensão de conflitos, devido à insuficiência de locais para atender a toda a população, o que provoca tempo de espera que tiram a paciência das pessoas.
“Londrina tem 555 mil habitantes e tem UPAs. Se você for em São José do Rio Preto (SP), que é uma cidade de 300 mil habitantes, tem sete UPAs. Temos um número de UPAs insuficientes para a cidade de Londrina. Mais de 130 mil habitantes estão descobertos por assistência à saúde. Então, o número não fecha”, admite.
Feijó reconhece que a espera, principalmente em unidades 24 horas, aumenta os níveis de estresse dos pacientes e das equipes. Entretanto, na UPA da Leste Oeste, a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade, que buscam abrigo e doações, amplifica o quadro. “Eu respeito essa situação, acho que a assistência social tem feito o seu trabalho, mas aqui não é albergue, aqui é uma unidade de saúde. Eu preciso proteger os colaboradores e os pacientes que aqui estão. às vezes, num momento de vulnerabilidade, ocorrem conflitos que colocam em risco os médicos, as enfermeiras, os técnicos que trabalham aqui”, justifica.