Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
REPERCUSSÃO

Prisão de Maduro recebe apoio de lideranças políticas em Londrina

Douglas Kuspiosz - Grupo Folha
05 jan 2026 às 18:38

Compartilhar notícia

Foto: Emerson Dias/N.Com
siga o Bonde no Google News!

captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos provocou manifestações imediatas de lideranças políticas de Londrina e do Paraná, majoritariamente favoráveis à ação norte-americana. Prefeito, governador e deputados federais usaram as redes sociais para celebrar o que classificaram como um passo rumo à liberdade e à reconstrução democrática da Venezuela.


Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

A prisão de Nicolás Maduro foi anunciada na sexta-feira (3) pelo governo dos Estados Unidos. A ação gerou repercussão imediata na comunidade internacional e reacendeu o debate sobre soberania, direito internacional e os rumos políticos da Venezuela após mais de uma década sob o comando do chavismo.


Em suas redes sociais, o prefeito Tiago Amaral (PSD) se manifestou apoiando a captura de Nicolás Maduro, escrevendo que “a queda de um tirano é, acima de tudo, uma vitória da democracia e da soberania popular”.

“Por anos, vimos a Venezuela — um país riquíssimo em recursos naturais — ser saqueada por um regime que priorizou o poder e o enriquecimento próprio em detrimento do seu povo. É o resultado inevitável de quando a tirania tenta sufocar a liberdade”, disse o prefeito, lembrando que Londrina recebeu, nos últimos anos, centenas de venezuelanos. “É doloroso ver famílias inteiras trocarem sua pátria por moradias improvisadas em ocupações e invasões. Nossa cidade acolheu muitos, mas a verdadeira solução sempre foi a liberdade lá na origem. Que a prisão de Nicolás Maduro seja o início de uma reconstrução real.”


O governador Ratinho Junior (PSD) também usou as redes sociais para apoiar o movimento dos Estados Unidos. “Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos”, escreveu.

Entre os deputados federais com base em Londrina, a maioria apoiou publicamente as ações norte-americanas. Filipe Barros (PL) afirmou que “3 de janeiro é um novo dia da independência para o povo da Venezuela”.


“O narcoregime de terror que Maduro vem plantando há anos colhe hoje a reação necessária (e louvável) de Donald Trump. Sigamos vigilantes para que Lula não acolha um ditador em território nacional”, escreveu o parlamentar, que disse que irá enviar, na condição de presidente da Creden (Comissão de Relações Exteriores), um ofício de congratulações aos Estados Unidos pela captura de Maduro.


A deputada federal Luísa Canziani (PSD) se manifestou, afirmando que a Venezuela começa a escrever “um novo capítulo da sua história”. “Parabéns aos EUA pela ação que tirou o ditador Maduro do poder. Que venham novos tempos de liberdade e democracia aos nossos irmãos venezuelanos”, publicou.


Já o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos) afirmou que, apesar de a ação dos Estados Unidos poder ser questionada à luz do direito internacional, as ditaduras não respeitam “o direito internacional, a democracia nem os direitos humanos”.


“A Venezuela vive há quase três décadas sob um regime autoritário que destruiu uma economia que já foi a mais rica da América Latina. O empobrecimento generalizado da população, a hiperinflação prolongada, o colapso dos serviços públicos e a perda total do poder de compra transformaram um país abundante em recursos naturais em um território marcado pela escassez e pela exclusão social”, disse Hauly, que destaca que “o regime comandado por Nicolás Maduro produziu a maior crise humanitária da história recente do continente”.


De acordo com o parlamentar, as eleições realizadas na Venezuela “não oferecem base para legitimação democrática”, não sendo reconhecidas pela OEA (Organização dos Estados Americanos). Ainda assim, Hauly defende prudência para evitar uma guerra civil.


“Por essa razão, a reconstrução democrática da Venezuela precisa ser negociada, ampla e responsável. Deve envolver as forças civis e políticas democráticas, setores remanescentes do poder estatal — inclusive civis e militares — dispostos a uma solução institucional, e contar com a supervisão da OEA como garantidora internacional do processo”, acrescenta.


A deputada federal Lenir de Assis (PT) foi a única a criticar abertamente o que chamou de “brutal agressão dos Estados Unidos à Venezuela”. Para ela, a ação ameaça a paz e a estabilidade na América do Sul e coloca em risco a vida de milhões de pessoas.

Cadastre-se em nossa newsletter


“É uma vergonha, algo inaceitável, tudo em nome do petróleo, do poder e do dinheiro, como já vimos nos anos 1960 no Cone Sul, no Congo e em tantos outros países ao longo da história, marcados pelo assassinato de lideranças progressistas como Salvador Allende e Patrice Lumumba. Estamos em 2026, o mundo exige paz, e a saída diplomática sempre será o caminho”, pontuou a petista.

Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas