O Paraná figura entre os cenários eleitorais mais definidos do país para 2026, segundo a recente rodada de abril divulgada pela pesquisa Quaest, realizada em onze estados brasileiros. Com índices expressivos de aprovação e amplo apoio popular à ideia de sucessão, o governador Ratinho Júnior (PSD) encerra o mandato em posição confortável — e com peso político suficiente para influenciar diretamente a disputa pelo governo do estado.
De acordo com o levantamento, 80% dos eleitores paranaenses aprovam o governo de Ratinho Júnior, e 70% classificam sua gestão como ótima ou boa. Esses números colocam o Paraná entre os estados com maior satisfação popular em relação à administração estadual no país, em uma pesquisa que avaliou onze unidades da federação.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
O desempenho se destaca ainda mais quando comparado ao cenário nacional. Enquanto outros governadores enfrentam desgaste e queda de popularidade a menos de seis meses do início oficial da campanha, Ratinho Júnior mantém uma base quase sem fissuras. A combinação de gestão bem avaliada e ausência de escândalos de grande repercussão contribui para que o governador chegue ao fim do mandato como um dos nomes com maior capital político do país.
Sucessão com favoritismo antecipado
O desempenho positivo se reflete diretamente na questão sucessória avaliada pela Quaest: 64% dos entrevistados afirmam que Ratinho Júnior merece indicar e eleger um nome para dar continuidade ao seu projeto político. A pesquisa aponta que o eleitor paranaense demonstra desejo claro de continuidade administrativa, combinando aprovação pessoal do governador com abertura para transferência de capital político ao seu candidato.
O cenário paranaense contrasta com a turbulência observada em outros estados. Em São Paulo, embora 54% do eleitorado avalie que Tarcísio de Freitas (Republicanos) mereça a reeleição e ele lidere as intenções de voto com 38% — contra 26% de Fernando Haddad (PT), 5% de Kim Kataguiri (Missão) e 5% de Paulo Serra (PSDB) —, o governador enfrenta um dilema de imagem: 45% o associam diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o eleitorado paulista declara preferir um perfil independente, sem alinhamento nem com Bolsonaro nem com o presidente Lula.
No Rio de Janeiro, 53% dos eleitores rejeitam a continuidade do grupo do ex-governador Cláudio Castro (PL), que ainda enfrenta avaliação negativa de 47%. Em Minas Gerais, 49% dizem que Romeu Zema (Novo) não merece eleger um sucessor, mesmo com 52% de aprovação. No Rio Grande do Sul, os contrários à sucessão de Eduardo Leite (PSD) somam 49%, contra apenas 39% favoráveis — e o eleitorado gaúcho declara preferência por um governador independente (45%).
A pesquisa Quaest foi realizada em abril de 2026 e avaliou governadores e ex-governadores recentes em onze unidades da federação, medindo aprovação de governo e a percepção dos eleitores sobre reeleição ou sucessão.
Leia mais:
- Shopping centers brasileiros vão reduzir os horários?
- Palmeiras no Estádio do Café: quanto custam e onde comprar os ingressos para a partida?