Os vereadores Paulo Cezar Miyasaki, o PC Caminhoneiro (PSB), e Carlos Júnior da Silva, o Juninho do Cartório (PL), se envolveram em uma confusão na semana passada e foram proibidos de entrar na Câmara Municipal de Assaí por 30 dias. A Mesa Executiva decidiu pela proibição da dupla frequentar a Casa, mas a medida ainda precisará ser referendada pelo plenário em sessão extraordinária nesta quinta (20).
A briga entre os parlamentares ocorreu após a sessão do dia 11 de março. Câmeras do Legislativo mostram que PC inicia uma discussão com Juninho, que se levanta; na sequência, o vereador do PSB empurra o colega e Juninho revida; depois, a troca de socos e chutes começa. Quem acompanhava a sessão tentou apartar a confusão.
Um boletim de ocorrência foi registrado após a PMPR (Polícia Militar do Paraná) ser acionada pelo presidente da Câmara, vereador Jorge Torquato Júnior (PSB). O BO afirma que, após a briga, PC Caminhoneiro teria dito que buscaria uma arma de fogo.
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Proibida temporariamente de entrar no prédio do Legislativo, a dupla de vereadores poderá participar das reuniões das comissões e das sessões de forma virtual. A medida adotada, afirma a Mesa Executiva, visa resguardar “a segurança e a integridade física de vereadores, servidores e munícipes”.
Logo após as agressões, o presidente da Câmara divulgou uma nota ressaltando que “atos de violência não serão tolerados, não importando quem sejam seus autores”. Ele também prometeu que a confusão será apurada e que os vereadores serão responsabilizados.
REAÇÃO
Nesta quinta-feira também será votada a abertura de uma Comissão Processante contra os vereadores envolvidos.
Em nota encaminhada à FOLHA, o advogado Mário Barbosa, que representa Juninho do Cartório, afirma que o vereador viu “com muita preocupação e indignação esse afastamento temporário de frequentar fisicamente as dependências da Câmara”.
O defensor afirma que seu cliente apenas repeliu “uma injusta agressão”, que teria continuado do lado de fora do Legislativo, inclusive com ameaças.
“Todas as medidas cabíveis já foram protocoladas para a Câmara rever esse posicionamento e, se isso não for corrigido, entraremos com a medida pertinente junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público local”, completa a nota.
A FOLHA solicitou a posição do vereador PC Caminhoneiro sobre as agressões e a proibição imposta pela Mesa Executiva e aguarda retorno.
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