A tarifa zero no transporte coletivo pode se tornar um dos temas centrais do debate eleitoral de 2026, especialmente na área da mobilidade urbana, com a sinalização do governo federal de que a gratuidade é uma política pública viável. O Ministério da Fazenda está desenvolvendo um estudo técnico, que deve pautar as próximas ações em nível federal. A catraca livre, no entanto, não é novidade e já é realidade em vários municípios paranaenses, como Paranaguá (Litoral) e Cianorte (Noroeste), além de cidades de outros estados, como Balneário Camboriú (SC).
Em Londrina, as gratuidades foram ampliadas nos últimos anos, mas a maioria dos usuários ainda paga a tarifa de R$ 5,75, valor utilizado nos últimos dois anos. O descompasso entre o preço cobrado do passageiro e o custo real do sistema, que chega a R$ 11,80 na área de uma das concessionárias, tem alimentado o debate sobre a viabilidade do modelo atual.
De acordo com a Prefeitura, o custo do sistema em 2025 chegou a R$ 305 milhões, dos quais apenas R$ 128 milhões são oriundos da arrecadação com bilhetes. Coube ao município subsidiar R$ 177 milhões neste ano. O reajuste da tarifa técnica aprovado no fim de 2024 pelo então prefeito Marcelo Belinati (PP) elevou a fatia de recursos públicos injetados no serviço. Em 2024, o subsídio foi de quase R$ 95 milhões; em 2023, R$ 75,7 milhões; e, em 2022, R$ 34,6 milhões.
Desde 2023
A CML (Câmara Municipal de Londrina) discute desde 2023 um projeto de lei para instituir a política pública da tarifa zero. Assinado pelo presidente do Legislativo, vereador Emanoel (Republicanos), o texto prevê a implantação gradativa da gratuidade, financiada por uma taxa de custeio a ser cobrada das empresas do município, calculada com base no número de funcionários, além de outras fontes, como recursos públicos, multas de trânsito e publicidade nos ônibus.
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