O jornalista Rubens Fernando Cabral morreu no último sábado (7), aos 84 anos, no Hospital Zona Norte, em Londrina. Cabral ficou marcado por ser um dos responsáveis por batizar o Londrina Esporte Clube como “Tubarão”, em 1976, apelido que surgiu em meio a versões distintas, mas que o coloca entre os criadores da alcunha que se tornaria uma das mais tradicionais do futebol paranaense. Ele estava internado havia alguns meses e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos.
Cabral era de Limeira (SP), onde foi árbitro de futebol e futsal, e quando chegou a Londrina passou a trabalhar como jornalista esportivo. Passou por canais de TV como Coroados, Record e CNT, onde comandava o Esporte com Cabral, e em emissoras de rádio como a Clube e a Paiquerê, e ganhou destaque ao sugerir que o LEC adotasse o apelido inspirado no filme “Tubarão”, sucesso mundial de 1975. À época, o jornalista defendia que o clube deixasse de lado o antigo mascote, o “Caçula Gigante”, representado por uma criança, e abraçasse um símbolo mais forte e imponente.
A proposta foi lançada no embalo da campanha de 1976, quando o Londrina iniciou o Campeonato Paranaense com sete jogos de invencibilidade e goleadas expressivas: 4 a 1 sobre o Operário, 5 a 1 sobre o 9 de Julho, 3 a 0 sobre o Grêmio Maringá, 4 a 0 sobre o Paranavaí e 4 a 0 diante do Rio Branco. Embora o time tenha terminado a competição em terceiro lugar, o apelido pegou rapidamente e acabou oficializado pela diretoria. 50 anos depois, o Londrina é amplamente reconhecido no cenário nacional como o Tubarão.
O velório de Cabral foi realizado no domingo, na capela mortuária da Vila Nova, com a presença de amigos, colegas de profissão e ex-dirigentes do clube. O sepultamento ocorreu no Cemitério Padre Anchieta. No sábado (7), antes da partida contra o São Joseense, o Londrina prestou homenagem com um minuto de silêncio. Nesta temporada de 2026, o clube tem realizado uma série de ações alusivas ao time de 1976, inclusive utilizando em todos os jogos a camisa azul celeste daquela campanha histórica.
Rubens Fernando Cabral divide o mérito pelo “batismo” do Londrina com Victor Grein Neto, que também utilizou o apelido “Tubarão” em reportagens publicadas nos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná no mesmo período. Ambos são reconhecidos pelo clube como responsáveis pela criação da alcunha que atravessou gerações.