Os valores negociados e acordados nesta segunda serão pagos por meio da entrega de bens, inclusive uma fazenda de 2,2 milhões de m², avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões e situada em Ortigueira (Centro). Também serão entregues dois veículos, direitos sobre imóveis em construção e valores em dinheiro. Segundo o promotor, após o acordo ser homologado pela 2ª Vara Criminal de Londrina, os valores voltarão para o caixa da Cativa, cabendo ao atual presidente administrar o montante.
Além dos milhões de reais devolvidos, os suspeitos se comprometeram a pagar prestação pecuniária no valor total de R$ 1,9 milhão, que será revertida para entidades beneficentes; renunciar aos cargos que ocupavam na cooperativa; comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades; não se ausentar do município onde residem por prazo superior a 15 dias; e não transferir residência sem autorização judicial. Eles, que ainda ocupavam os cargos de liderança na empresa até agosto, também não poderão tentar voltar às funções pelos próximos oito anos.
A reportagem entrou em contato com a Lactalis Brasil, que informou que não participa da gestão da Cooperativa Cativa e nem tem relação, de qualquer espécie, com o acordo firmado por ela com o Ministério Público do Paraná. "Ao lado de seus produtores e consumidores, a Lactalis Brasil defende a produção responsável e o total esclarecimento dos fatos", concluiu a empresa, por meio de nota. A Cativa, por sua vez, não respondeu até a publicação desta reportagem.
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