"De igual, o mundo está cheio. Faça diferente, filha". Este sempre foi o conselho dado a Ana Laura pelo seu pai, Paulo Roberto Costa, de 54 anos. Em relato ao Portal Bonde, o empresário do ramo de reciclagem demonstrou o orgulho que sente pela conquista da filha, mas destacou que o mérito é exclusivo dela.
"Sempre falei uma frase marcante para ela: "De igual o mundo está cheio. Faça diferente". Ela tem uma mãe que sempre deu suporte dentro de casa, cuidou bem dela, enquanto eu ficava mais ausente. A gente fez de tudo para facilitar a vida dela. Eu fico muito orgulhoso. É uma recompensa. Mas quero frisar que o mérito é todo dela!", pontuou.
Ele relembrou os períodos em que a adolescente ficava longe de casa por longas horas para ficar na escola. O que era preocupação na época, hoje se tornou admiração pela jornada da filha.
"Às vezes, a gente ficava até bravo, porque ela se ausentava muito de casa. Éramos de cidade pequena e ficávamos preocupados. É difícil soltar uma menina de 13 ou 14 anos assim, né? Sempre que a gente ligava, ela estava na escola, auxiliando os professores", contou Paulo.
Segundo o empresário, a seriedade que ele e a sua esposa deram à educação de Ana Laura foi importantíssima para que a jovem continuasse no "caminho correto" e alcançasse os seus objetivos por meio dos estudos.
"Nós sempre fomos bem rígidos em relação ao comportamento dela na escola. Não somos pais que brigam com o professor quando acontece alguma coisa. Pelo contrário. Estamos presentes em toda reunião de pais para saber o que está acontecendo. Quero que ela saia daqui uma adolescente e volte uma mulher."
A mãe de Ana Laura, Andreia Aparecida Costa, de 46 anos, ficou emocionada com a notícia de que a sua filha sairia do Brasil por quase um semestre inteiro, mas nunca pensou em barrar a conquista, após tantos anos de dedicação.
"A gente que é mãe fica com aquele sentimento de ninho vazio quando o filho sai de casa. Ao mesmo tempo, estou contente porque ela vai realizar um sonho que a gente não teve condições de proporcionar, de bancar um intercâmbio. Mas tudo foi mérito dela. Não vamos tirar isso. Seria muito egoísmo meu tirar uma oportunidade que ela conquistou e que a gente não pôde dar", disse.
A preocupação maior agora é manter a estudante na Escócia, pois, mesmo com o apoio financeiro do governo, eles estão cientes que precisarão enviar recursos para ajudar na estadia.
"Estamos nos preparando também, porque sei que os R$ 800 transformados em libras não vão ser suficientes. Nós vamos mandar mais dinheiro para ela aproveitar a vida enquanto estiver lá. É uma oportunidade única, que ela seja feliz!", complementou o pai.