Os professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) se reuniram na tarde de quinta-feira (19) para discutir a possibilidade de deflagrar uma greve da categoria nos próximos dias. Em assembleia, a categoria decidiu, de maneira quase unânime, pelo estado de greve, ou seja, com a possibilidade de paralisação das atividades acadêmicas.
De acordo com as informações repassadas por Lorena Ferreira Portes, presidente do Sindiprol/Aduel, sindicato que representa a categoria, a assembleia teve como objetivo avaliar o andamento das reivindicações da campanha eleitoral e deliberar sobre a deflagração da greve. Segundo a categoria, a defasagem salarial dos professores chegou a 52,8%
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“A assembleia foi muito participativa, nós tivemos um número considerável de docentes e foi importante para a categoria ficar informada sobre o cenário e sobre as últimas reuniões que foram realizadas com representantes do governo”, aponta.
Além disso, também foi decidida por uma assembleia permanente, em que a categoria pode se reunir a qualquer momento. Por fim, também ficou agendada para a próxima quinta-feira, dia 26 de março, uma nova assembleia para para definição da greve.
A presidente também informou que a diretoria do sindicato repassou as últimas informações sobre reuniões do FES (Fórum das Entidades Sindicais) e do CSD (Comando Sindical Docente) com secretarias do governo para tratar do assunto.
Conforme avaliação da categoria, os próximos dias serão decisivos, já que o Governo do Paraná deve fazer o anúncio sobre qual será o índice de reajuste da data-base ainda nesta sexta-feira (20).
Além disso, através do líder do governo da Assembleia Legislativa, o deputado Hussein Bakri (PSD), foi aberta a possibilidade de negociação de melhorias no plano de carreira, principalmente sobre a elevação do piso salarial da categoria.
A reportagem entrou em contato com a Seti (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e aguarda um posicionamento da pasta.