Um mês após a Prefeitura de Londrina iniciar a campanha de vacinação contra Influenza, com grupos prioritários como público-alvo, somente 68.944 doses foram aplicadas, totalizando 33,35% da cobertura vacinal. O cenário é preocupante, visto que a meta da SMS (Secretaria Municipal de Saúde) é imunizar pelo menos 90% do total de idosos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos. Todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ofertam a vacina trivalente contra o vírus causador da gripe, evitando complicações da doença.
A primeira etapa da campanha foi iniciada em 28 de março, antecipando o aumento da circulação do vírus, que ocorre devido à mudança de estação e às condições climáticas. Conforme o levantamento mais atualizado da Secretaria, com dados de 28 de abril, Londrina registrou 43.202 aplicações da vacina em idosos (38,51% de cobertura), 4.194 em crianças menores de seis anos (12,12%) e 3.083 em gestantes (67,40%). A prioridade se dá pelo fato de, se infectados, apresentarem maior risco de evoluirem a óbito.
A vacina atualizada é trivalente, protegendo contra dois tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de Influenza B (Victoria), as três cepas mais prevalentes.
Declínio na procura
Fernanda Fabrin, diretora de Vigilância em Saúde da SMS, informou que a busca dos londrinenses pela imunização quanto à gripe vem sofrendo baixas progressivas nos últimos anos. Disse que o alcance de 90% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários, como desejado, depende da população, com a Prefeitura viabilizando ações para mostrar a sua importância.
Entre 2019 e 2020, a cobertura superou a meta, já em 2021, atingiu 72%. O número diminuiu para 55% em 2024, tendo um avanço ínfimo para 59% no ano seguinte. “Temos observado uma redução desde o período da pandemia. Naquele momento, com as novas vacinas introduzidas contra Covid, isso acabou trazendo muitas fake news, muitas informações errôneas de vacinas conceituadas que já estavam em uso há muitos anos por laboratórios. Vieram com muitas dúvidas e inseguranças”, recordou Fabrin.
Especificamente quanto à vacina contra Influenza, a diretora informou que a má compreensão de seus atributos pode estar levando a perda de credibilidade da imunização. “Às vezes, você toma a vacina e acaba adquirindo uma gripe, e as pessoas relacionam a vacina à pessoa não ficar doente, mas não é esse o foco principal. Ela protege a pessoa das formas graves, de internações, principalmente os grupos de riscos, que são as gestantes, crianças e idosos. Ela não vai isentar a pessoa de ficar doente, mas vai evitar que ela tenha as complicações das doenças.”
Nas últimas semanas, tem aumentado o número de notificações de síndromes gripais, quando comparado ao mesmo período de 2025. Assim, Fabrin destacou a importância de os pais levarem seus filhos para serem imunizadas o quanto antes, visto que uma simples gripe pode resultar em um quadro grave com insuficiência respiratória, necessidade de suporte ventilatório e até internação. Disse ainda que a criança não precisa adiar a vacina se apresentar sintomas de gripe leve, somente devendo esperar uma febre persistente passar, se for o caso.
Além das UBSs
Com 88.074 doses aplicadas durante toda a campanha de 2025, a cobertura vacinal foi maior do que nos últimos anos - 59% - por conta de dois fatores principais. Equipes municipais promoveram ações extramuros, disponibilizando a imunização em escolas, mercados e casas de repouso. Além disso, cinco semanas após o início da campanha, a SMS liberou a vacina para a população geral, seguindo ofício repassado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).
A SMS espera orientações oficiais do órgão estadual para ampliar a oferta este ano, o que deve ocorrer em junho, e as estratégias de descentralização serão retomadas. No momento, a imunização é promovida em UBSs, ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) e escolas.
Serviço
A vacina contra a gripe está liberada para idosos, gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores da área de saúde, pessoas com deficiência, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, caminhoneiros, profissionais das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens até 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
Nas UBSs situadas na área urbana de Londrina, o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30. Basta apresentar um documento oficial de identificação e, se necessário, um documento que comprove o vínculo profissional.
(Com N.Com)
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