A um custo total de aproximadamente R$ 50 milhões, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) lançou a licitação para a manutenção dos 69 radares de trânsito instalados nas vias urbanas. A companhia afirma que, apesar da cifra expressiva, o valor mensal será menor que o pago no atual contrato, de R$ 863 mil mensais.
A proposta obriga a troca por equipamentos de tecnologias mais avançadas, mas chega cerca de dez dias antes do término da atual concessão, que se encerra no próximo dia 31.
O processo licitatório foi publicado no Diário Oficial do Município da última terça-feira (19) e estabelece que o valor mensal será de, no máximo R$ 816 mil. Com isso a companhia defende que, mesmo que não haja redução de valores nas propostas apresentadas, ainda será mais econômico para os cofres públicos.
Ao justificar o investimento, o gerente de Fiscalização de Trânsito de Londrina, Jonas Rico, argumentou que o custo da fiscalização precisa ser comparado ao impacto humano e financeiro dos acidentes. Segundo ele, a manutenção do sistema de controle de velocidade contribui para preservar vidas e evitar despesas muito superiores às geradas por internações prolongadas em casos de sinistros graves. “Na verdade, temos de questionar: quanto vale uma vida?”
De acordo com Rico, a principal mudança trazida no edital é de ordem tecnológica, com atualização dos equipamentos que serão trocados. “O contrato atual é de 2020, de antes da pandemia. Então, já temos equipamentos muito mais avançados, com maior definição”, exemplificou.
Além da tecnologia mais recente, o processo licitatório exige que todos os postes dos equipamentos sejam identificados com película reflexiva para que sejam facilmente visualizado pelos condutores. “Isso é para que não fique com a sensação de que está escondido, para que a população não entenda que está sendo fiscalizada de maneira obscura. Pelo contrário, a gente quer que a fiscalização seja a mais transparente possível”, diz Rico.
A definição dos pontos de fiscalização passa por análise técnica conjunta com outros órgãos. De acordo com Jonas, são considerados fatores como excesso de velocidade, potencial de risco e histórico de acidentes com gravidade. Ele afirmou ainda que a CMTU mantém um mapeamento das vias de Londrina desde 2018 e que os dados são submetidos ao Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e a outras secretarias antes da definição final.
Início em agosto
A expectativa da companhia é que a conclusão do processo licitatório e entrada em operação dos novos equipamentos em 60 a 90 dias após a finalização do certame. Com este prazo, Rico projeta a implantação até o fim de agosto, embora também possa ser antecipada conforme o andamento técnico e administrativo.
O prazo esperado, entretanto, será bem maior que a data final do atual contrato, firmado em 2020 e que foi prorrogado por um ano, em 2026, em um 12º aditivo com validade até o dia 31 de maio. De acordo com Rico, a equipe jurídica da CMTU estuda a possibilidade de nova prorrogação, até a conclusão do processo licitatório e início das operações.
Rico justificou a demora no lançamento do edital devido a ajustes no edital e a uma migração de sistemas que impedia a abertura do processo licitatório. “Quando esse problema terminou, conseguimos fazer o lançamento no dia 18 de maio. Infelizmente, por conta disso”, afirmou.
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