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''Dor de cabeça''

Após um mês em situação de emergência, prefeitura desconhece quanto vai custar obra no Igapó 2

Douglas Kuspiosz - Grupo Folha
27 mar 2025 às 21:08

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Roberto Custódio
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Desde fevereiro, os vazamentos na comporta do Lago Igapó 2 vêm dando dor de cabeça para a Prefeitura de Londrina e para os londrinenses que frequentam o principal cartão-postal da cidade. Completa-se um mês nesta sexta-feira (28) que o prefeito Tiago Amaral (PSD) decretou situação de emergência devido ao problema, mas os custos - e quando a solução definitiva virá - ainda são desconhecidos.


O primeiro rompimento foi identificado no dia 14 de fevereiro e foram adotadas medidas paliativas para tentar amenizar o problema, com a colocação de bags de mais de uma tonelada. Entre idas e vindas, o vazamento se intensificou no último final de semana e a Prefeitura iniciou a construção de uma ensecadeira, que deverá isolar o vertedouro. Já foram colocados mais de 50 caminhões de pedras que criam uma barragem no local afetado.

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O nível do lago chegou a cair mais de um metro, criando ilhas nas áreas mais assoreadas e evidenciando a poluição no cartão-postal, que incomoda os frequentadores com o cheiro ruim. Com intervenção da Prefeitura e as chuvas desta semana, o nível subiu cerca de 65 centímetros e deve aumentar nos próximos dias.


Em entrevista à FOLHA, Gomes explica que essa estrutura da ensecadeira será importante para a obra final. A comporta que será refeita é de 1974. “Está completamente desatualizada, não tem nenhum tipo de sistema de segurança, que chamamos de stoplogs, que são duas comportas de apoio”, explica o secretário.

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A situação de emergência serve, principalmente, como segurança jurídica para a Prefeitura deslocar recursos e contratar empresas sem licitação para a obra de correção. O secretário afirma que, até o momento, foram utilizados materiais - como rochões e moledos - e maquinários do município. Há uma despesa de pouco mais de R$ 20 mil com a contratação do projeto para a comporta, que será elaborado pelo professor Carlos José Marques da Costa Branco, da UEL (Universidade Estadual de Londrina).


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Prefeitura desconhece quanto vai custar obra no Igapó 2
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