A cena se repete a cada chuva forte no Terminal Rodoviário José Garcia Villar, em Londrina. O piso de concreto, projetado por Oscar Niemeyer, vira um labirinto de poças e baldes plásticos. As infiltrações severas prejudicam os 600 mil passageiros anuais e os comerciantes locais. O problema se arrasta há anos, gerando queixas sobre abandono e boxes fechados na estrutura.
Para resolver o desgaste, a prefeitura tentou conceder o espaço à iniciativa privada por 30 anos. O edital exigia lance mínimo de R$ 6 milhões em troca de reformas urgentes.
Os lojistas barraram o avanço do projeto por medo de tarifas inflacionadas e custos operacionais altos. Eles alegam que a privatização afastaria ainda mais o público do terminal rodoviário.
Município assume obra do telhado com verba própria
Pressionado pela crise, o prefeito Tiago Amaral anunciou que o município assumirá a reforma diretamente. O investimento de R$ 6 milhões virá do próprio orçamento da cidade.
O foco principal será a revitalização total do telhado para sanar as goteiras de grande porte. A obra exige cuidado técnico para preservar a cobertura circular original de Niemeyer.
A data para o começo dos trabalhos depende de licitação e homologação da empresa de engenharia. O processo técnico ainda precisa vencer etapas burocráticas antes de sair do papel.
Até a conclusão do certame, a CMTU manterá medidas paliativas de contenção nas plataformas. Passageiros e funcionários continuam dependendo dos baldes para enfrentar as tempestades.
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