O vermelho do morango já começa a dar o tom nos canteiros tanto da produção comercial como nos de fundo de quintal. O forte da safra, segundo o produtor Ailton Carneiro, de Londrina, ocorre no final deste mês. ''Os botões da segunda florada já estão desabrochando e a colheita prometendo'', afirma sem esconder a expectativa. ''E o preço vai cair mais um pouco'', completa imediatamente. No meio da semana, ele vendia o produto em sua chácara a R$ 7,00/Kg, de forma ''racionada'' - como faz questão de frisar - para poder atender todo mundo.
Da cor da paixão, a fruta é símbolo da sensualidade e o sabor, maravilhoso, cai no gosto de todas as idades. Vários sites da internet divulgam propriedades nutritivas e fitoterápicas do morangueiro e de seus frutos, como a quantidade de vitamina C, vitamina B5 (Niacina) e Ferro, que atuariam contra a fragilidade dos ossos, má formação dos dentes, no aparelho digestivo, sistema nervoso, entre outros.
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Não há como omitir que, diante da fragilidade da fruta, algumas pesquisas e estudos a colocam quase que liderando o ranking das plantas com resíduos de agrotóxicos. O agrônomo Élcio Rampazzo, da regional da Emater de Londrina, destaca o trabalho que vem sendo feito para o uso racional dos defensivos nos morangos. Ele, inclusive, é um grande incentivador do cultivo da fruta como opção rentável para a agricultura familiar. Rampazzo garante que há morangos de muita qualidade sendo produzidos em Londrina, como os do seu Ailton e o do seu Eloi Muller, do distrito da Warta. Dá pra comer morangos sem medo, basta conhecer a procedência, aconselha.