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Economia

Inovação e empreendedorismo: o papel do crédito para inovação no campo

Lucas V. de Araujo é colunista do Grupo Folha
19 jul 2021 às 14:28

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Cresol
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Que o setor agrícola exerce importância fulcral na economia da região de Londrina, do Paraná e do Brasil não resta dúvidas. Assim como também é consenso que a inovação é indispensável para o desenvolvimento do setor agropecuário. O que precisamos sedimentar são as diversas formas de inovar no campo e as contribuições de cada uma delas para toda a sociedade.


O Paraná é bastante diverso no segmento agropecuário. Somos o segundo maior produtor de grãos e o primeiro na produção de proteína animal ao mesmo tempo que concentramos um grande número de pequenas propriedades e agricultores familiares. Lideramos o ranking nacional na produção de fécula de mandioca e também de cevada.

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Para que essa engrenagem nunca pare, como vem acontecendo nesta pandemia, um insumo é imprescindível: crédito. Neste segmento as cooperativas se destacam porque guardam em suas raízes a proximidade com o homem do campo. Gestadas e geridas por pessoas que vivem para o agro, elas se especializaram em auxiliar o produtor rural a fazer mais e melhor.


A Cresol, por exemplo, planeja um Plano Safra recorde em 2021/2022, com expectativa de liberação de R$ 7,8 bilhões. Ao contrário do que se imagina, crédito é um elemento central da inovação. Financiamento é um dos oito pilares apontados pelo Fórum Econômico Mundial para a formação de ecossistemas de inovação robustos. No caso da Cresol, o crescimento maior se deu no crédito para investimento, na ordem de 124%, recursos que serão empregados para melhorar os resultados por meio da inovação.


Cooperados vão empregar o crédito para, por exemplo, inovar aprendendo um novo sistema de produção, investindo na diversificação da propriedade ou ainda agregando valor por meio da industrialização. Mais que investir em máquinas, a inovação se dá muitas vezes fazendo as coisas de um jeito novo, empregando novas técnicas e processos.


O mesmo Fórum Econômico Mundial enumerou recentemente os maiores riscos globais para os próximos dois anos. Dentre elas, crises de emprego e meios de subsistência, além da desilusão generalizada dos jovens. Quando um produtor rural utiliza o crédito rural para transformar a fruta em geleia por meio de uma marca própria, ele fomenta uma cadeia de valor: incentiva os filhos a trabalharem no campo, cria novos empregos e gera renda para o entorno a partir de novas parcerias com fornecedores e clientes, além de impostos.


Muitas soluções para os maiores riscos globais, portanto, estão em ações realizadas de forma organizada e regionalizada, tal qual em cooperativas de crédito como a Cresol. Não por acaso, insisto na necessidade de fortalecer nosso ecossistema de inovação por meio de instituições que trabalhem visando a colaboração e trabalho integrado. Assim, superaremos os grandes desafios que temos atualmente e que assumiram contornos dramáticos, como o fechamento de empresas e a falta de perspectiva, com a pandemia.


Crente de que esse é o caminho, traremos uma iniciativa no agro superinteressante na próxima coluna.

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Lucas V. de Araujo: PhD em Comunicação e Inovação (USP). Professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), parecerista internacional e mentor Founder Institute. Autor de "Inovação em Comunicação no Brasil”, pioneiro na área.


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