Em alusão às vidas perdidas pela Aids (Síndrome da Imunodeficência Adquirida), Londrina vai realizar a Cerimônia das Velas, movimento que integra a International Aids Candlelight Memorial, que acontece todos os anos em maio.
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A homenagem será nesta quinta-feira (28), a partir das 19h, na sede do APP Sindicato de Londrina, que representa os professores e funcionários de escolas do Paraná, na Avenida Juscelino Kubitschek, n° 1.834. O objetivo central é homenagear as vítimas da Aids, apoiar pessoas que vivem com o HIV e combater o estigma e o preconceito relacionados à doença.
Cerimônia das Velas
O International Aids Candlelight Memorial é um dos mais antigos movimentos comunitários de conscientização sobre o HIV/Aids no mundo. Durante a cerimônia, os participantes acendem velas em um momento simbólico de memória, solidariedade e reflexão. O ato representa as vidas perdidas em decorrência da doença e reforça a importância da empatia, da informação, da prevenção e do acesso ao tratamento.
As velas serão acesas e entregues aos participantes, que formarão um círculo em torno de um laço vermelho, símbolo da luta contra a Aids, em minuto de silêncio em homenagem às vítimas da doença. Também haverá espaço para que os presentes possam se pronunciar e prestar homenagens.
Roda de conversa
Em Londrina, a iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Comuniaids (Comissão Municipal de Aids). Antes da Cerimônia das Velas acontece uma roda de conversa com o tema “O acolhimento faz diferença”. A promotora de saúde pública Lázara Regina de Rezende destacou que o tema da roda de conversa reforça a importância do apoio às pessoas que vivem com HIV.
Segundo ela, nas décadas de 1980 e 1990, quando ainda havia muita desinformação e preconceito em relação ao HIV/Aids, muitas pessoas eram abandonadas pelas próprias famílias e excluídas pela sociedade.
“Naquele período, o acolhimento oferecido por comunidades, casas de apoio e grupos religiosos, como alguns terreiros de umbanda e espaços comunitários, foi fundamental para garantir dignidade, cuidado e qualidade de vida. Muitas pessoas sobreviveram graças a esse apoio. Atualmente, apesar dos avanços no tratamento e do controle da doença, o acolhimento continua sendo essencial. Além do cuidado físico, é preciso olhar para a saúde emocional e mental das pessoas que convivem com o HIV, combatendo o preconceito e fortalecendo redes de apoio, respeito e empatia”, aponta.