Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Mudanças climáticas

Brasil perdeu 3% da superfície de água nos últimos 40 anos, mostram dados de satélite

Everton Lopes Batista - Folhapress
21 mar 2025 às 12:22

Compartilhar notícia

Divulgação/Corpo de Bombeiros do Paraná
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

A área do Brasil coberta por água teve nova redução no ano de 2024, segundo dados do MapBiomas obtidos por satélites. O total de 17,9 milhões de hectares registrados no ano passado é cerca de 2,2% menor do que a superfície de água anotada em 2023 (18,3 milhões) e aproximadamente 3,2% abaixo da média da série histórica (18,5 milhões), iniciada em 1985.


É o segundo ano seguido com queda na lâmina hídrica no país, de acordo com a análise da plataforma colaborativa, que une universidades, ONGs e empresas para fazer monitoramento da cobertura e uso da terra. Em 2023, o valor já havia apresentado queda de aproximadamente 2,6% em relação ao total de 2022.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Na última década, ocorreram 8 dos 10 anos mais secos de toda a série histórica do MapBiomas sobre a cobertura hídrica no Brasil, que completa 40 anos de análises.

Leia mais:

Imagem de destaque
Almoço barato

Veja o cardápio do Restaurante Popular de Londrina desta terça-feira

Imagem de destaque
Obituário

Falecimentos dos dias 31 de março e 1º de abril de 2025 em Londrina e região

Imagem de destaque
Gratuito

Londrina: psiquiatra promove palestra sobre riscos do tratamento medicamentoso associado ao álcool

Imagem de destaque
A partir desta terça

PA do Leonor em Londrina passa a atender crianças até 1h


Nos últimos 15 anos, apenas 2022 ficou acima da média histórica de superfície de água, com 18,8 milhões de hectares. Para comparação, todos os primeiros 15 anos da série (de 1985 a 1999) tiveram valores acima da média.

Publicidade


"Temos um histórico recente de muitos anos secos, seguidos de uma recuperação pontual em 2022. Se olharmos os últimos 25 anos, o cenário é preocupante e crítico, pois a superfície de água permanece na média da série histórica ou abaixo dela", diz Juliano Schirmbeck, coordenador-técnico do MapBiomas Água.


"Nunca mais atingimos o patamar de disponibilidade hídrica que tivemos entre 1989 e 1999, uma década de maior abundância de água no país", completa.

Publicidade


O pantanal é o bioma que mais perdeu cobertura de água no país. Foram 366 mil hectares computados em 2024, valor que é mais de 60% menor do que a média histórica para a região.


"No começo da série, o Pantanal ficava meio ano inundado, o que era normal para aquele ecossistema. Hoje, o período de inundação é muito mais curto, durando apenas dois ou três meses inundados, quando ocorrem", afirma Schirmbeck.

Publicidade


Segundo o pesquisador, em 2024, o bioma passou todos os meses com valores de superfície de água próximos dos mais baixos já registrados desde 1985.


A amazônia concentra mais da metade da superfície hídrica brasileira (61%), seguida da mata atlântica (13%), pampa (10%), cerrado (9%) e caatinga (5%). O pantanal é o bioma com a menor cobertura de água do país (2%).

Publicidade


Imagem
Com 16,7°C, Londrina tem nesta sexta a madrugada mais fria de 2025
Londrina registrou a madrugada mais fria em 2025, com 16,7°, nesta sexta-feira (21), de acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná)


Apesar da queda nacional, caatinga, cerrado e mata atlântica registraram cobertura de água acima da média da série histórica.


O cerrado já possui mais superfície de água artificial, como reservatórios e represas, do que natural, como rios e lagos. A lâmina artificial de água já é 60% do total no bioma. Em todo o país, a chamada água antrópica aumentou 54% em relação a 1985, de acordo com o MapBiomas.

Publicidade


Essas estruturas que reservam água estão localizadas, principalmente, em áreas com maior população, como mata atlântica, pampa, caatinga e cerrado.


De acordo com os dados, em 2024 os corpos d’água naturais apresentaram uma redução de 15% em relação a 1985.

Publicidade


"Esse dado é alarmante, porque, ao observarmos o ambiente natural, vemos que ele está secando. Se o ambiente natural tem pouca água, logo não teremos água suficiente chegando aos reservatórios. Estamos ficando sem água, mesmo que estejamos armazenando", conclui Schirmbeck.


As mudanças climáticas trazem alertas adicionais. "A maior parte do Brasil tem previsão de redução dos padrões de precipitação, e isso já nos preocupa diante do cenário atual", afirma o pesquisador.


Para Schirmbeck, a adoção de soluções baseadas na natureza, priorizando a proteção de nascentes de rios e a valorização de áreas úmidas, que atuam como reservatórios nas secas e sumidouros em períodos de cheias, pode ser um caminho para contornar os efeitos causados por eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes.


Imagem
IAT devolve à natureza gambás-de-orelha-branca reabilitados em programa de voluntariado
Agentes do IAT (Instituto Água e Terra) promoveram na quinta-feira (20), em Campo Magro (Região Metropolitana de Curitiba), a soltura de
Imagem
Com 16,7°C, Londrina tem nesta sexta a madrugada mais fria de 2025
Londrina registrou a madrugada mais fria em 2025, com 16,7°, nesta sexta-feira (21), de acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná)
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo