Mais de 10 mil foliões foram nesta quarta (17) às ruas e ladeiras da cidade histórica pernambucana para acompanhar um dos mais tradicionais blocos, o Bacalhau do Batata, que desfila sempre na Quarta-Feira de Cinzas.
O bloco, que já foi tema de escola de samba no Rio de Janeiro, foi criado há 48 anos pelo garçom Isaías Pereira da Silva, que tinha o apelido de batata. A ideia era fazer a festa para aqueles que, assim como ele, passavam os dias de carnaval trabalhando. O bloco se popularizou e arrasta multidões às ladeiras de Olinda, do Largo da Sé, até a prefeitura.
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Para um dos diretores do Bacalhau do Batata, Antônio Sena Rodrigues, também um dos fundadores do bloco e responsável por levar o estandarte da agremiação, o importante é não deixar o carnaval acabar. "Para desfilar, não precisa dinheiro. Basta ter disposição e querer participar da festa", disse.
Acompanhada de 11 amigos, a japonesa Yukina Matsushita manifestava muita alegria no desfile do bloco. "É muito legal. No Japão não tem carnaval e o povo aqui é muito alegre. Muito bom", afirmou.
Radicado em Pernambuco há dois anos, o representante comercial carioca Francisco Leal disse que a receita para aguentar pular no sétimo dia de carnaval é a água de coco. "Tem que tomar bastante", afirmou. Para ele, a principal diferença do carnaval pernambucano para os demais é a diversidade. "É um carnaval multicultural, democrático e, o melhor, de graça", destacou.